Mais de 2.500 candidatos estão fora do vestibular de inverno da Universidade Estadual de Londrina. Apenas ontem 1.273 vestibulandos não compareceram nos locais de prova. O índice de desistência registrado pela Comissão Permanente de Seleção (Copese) foi de 5,73% - 0,10 pontos percentuais acima do índice de domingo, primeiro dia do concurso.
O secretário geral da Copese, Reynaldo Ramon, surpreendeu-se com o índice de abstenção que, segundo ele, está abaixo da média dos outros vestibulares. Na opinião dele, essa redução deve-se ao prestígio que a UEL tem conquistado. ‘‘Antes os vestibulandos davam prioridade para outras universidades. Hoje, a UEL conquistou seu espaço. Quem se inscreve no vestibular aqui tem a intenção de ficar’’, disse.
Ontem, foram realizadas as provas de Física e Estudos Sociais. As opiniões sobre as provas foram divergentes. Para Gustavo Messas, 18 anos, que tenta uma vaga no curso de Ciências da Computação, as questões não estavam difíceis. ‘‘Para mim tudo estava dentro do esperado.’’ Daniela Melo, 26 anos, divide a mesma opinião. ‘‘Física estava um pouco mais difícil, mas no geral achei tranquilo’’. Ela é candidata a uma vaga no curso de psicologia.
A estudante Gislaine Cristina de Andrade, 20 anos, considerou as questões difíceis. ‘‘As provas estavam meio complicadas, principalmente física’’. Apesar disso, ela acha que tem boas chances de passar no curso de letras. Para o estudante Gustavo Araújo, 18 anos, esse vestibular é uma preparação. Ele está no terceiro colegial. ‘‘O que vai valer mesmo é o vestibular de dezembro. Hoje tive que ‘chutar’ um pouco’’.
Para conquistar uma vaga na Universidade os candidatos apostam não só nos estudos preparatórios. Alguns investem também em orações, feitas na capela da UEL, antes das provas. As estudantes Carmem Mendes Rosa, 17 anos, de São José do Rio Preto, e Bianca Forthaus, 18 anos, de São Paulo, tentam uma vaga no curso de medicina. Como encontraram as portas da capela fechadas, resolveram ficar nas escadas. ‘‘É para atrair bons fluidos’’, disse Bianca.
Junto com Carmem e Bianca, os candidatos Cristiane Reis Scala, Carlos Eduardo Godoi Marins e Danilo Toselli também acreditam que as orações podem ajudar. ‘‘Deus tem que influenciar’’, disse Carlos, que pediu uma ‘‘forcinha’’ na prova de Estudos Sociais.
Enquanto esperava a filha terminar a prova, a corretora de imóveis, Neuza Rodrigues, aproveitou para rezar. ‘‘Pedi a Deus que ilumine a Aline’’, contou. ‘‘Não sou praticante mas nessas horas rezar e pedir a Deus pode ajudar muito’’.

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