Mais de 2 mil prestam concurso para trabalhar em Educandário
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domingo, 13 de junho de 2004
Luciano Augusto<br>Reportagem Local 
A manhã fria de ontem em Londrina, mais ainda no campus da Universidade Estadual de Londrina (UEL), na Zona Oeste, assustou alguns candidatos mas não foi barreira para a grande maioria dos candidatos do concurso promovido pelo Instituto de Ação Social do Paraná (Iasp) para preenchimento de 62 vagas para o Educandário de Menores Infratores do município, que deverá começar a atender no segundo semestre deste ano.
Outras 63 vagas foram abertas para casas de internação em Ponta Grossa, Umuarama, Santo Antônio da Platina e Fazenda Rio Grande. Em todo o Paraná, segundo o setor de Recursos Humanos do Iasp, houveram 2.525 inscritos. Somente em Londrina foram 2.145 inscritos.
Os candidatos disputaram vagas para assistente administrativo, auxiliar de enfermagem, pedagogo, educador e psicólogo. Os salários variam de R$ 985 a R$ 2.375. Além de Londrina, que concentrou a maioria dos candidatos, as provas também foram realizadas em Curitiba.
O coordenador da Coordenadoria de Processos Seletivos da UEL (Cops), Luis Rogério Oliveira da Silva, a aplicação das provas transcorreu sem problemas. O resultado do concurso será divulgado na próxima quinta-feira, a partir das 18 horas, no site www.cops.uel.br
Monica Adriane Barbosa, 23 anos, acabou de se formar em Psicologia, em Maringá, e já está na disputa por uma das cinco vagas em Londrina. A chance de ter estabilidade no emprego pesou na balança, mesmo com a possibilidade de ter de mudar de cidade. ''Vai ser uma ótima experiência, principalmente para quem está começando na profissão como eu. E trabalhar com adolescente é sempre um desafio'', comentou antes de começar a prova.
Experiência é o que não falta para Célia Aparecida Gióia Cipola, 46 anos. Atualmente ela trabalha como tesoureira mas gostaria de voltar a atuar como educadora, como fazia na capital paulista antes de se mudar para Londrina há sete anos. ''Além de um salário melhor, para mim será uma boa experiência porque sempre trabalhei com adolescentes.'' Ela também disse não ter receio de trabalhar com menores infratores. ''Isso é uma coisa que a gente aprende com tempo'', concluiu.


