Aparecida- O comando do Exército Brasileiro divulgou, na tarde de ontem, os números da Operação Arcanjo, que cuidou da segurança e do atendimento médico durante a visita do papa a cidade de Aparecida e ao Vale do Paraíba, realizada de forma integrada pelo Exército, Aeronáutica, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil e Polícia Militar do Estado de São Paulo.
De acordo com o major Mateus Teixeira Ribeiro, coordenador da operação, 4,5 mil homens estiveram envolvidos diretamente no esquema de segurança, visando proteger o papa Bento XVI e as pessoas que foram até o Vale do Paraíba.
O número de romeiros que compareceram à cidade de Aparecida, 150 mil, ficou muito aquém do que era estimado pela direção do Santuário Nacional que cogitava receber até 500 mil fiéis.
No entanto, o número considerado ''reduzido'' de pessoas acompanhando as celebrações presididas por Bento XVI na cidade, não significaram alívio para os responsáveis pelo atendimento médico.
Em parceria com a Universidade de Taubaté (Unitau), o exército montou dois postos de atendimento em Aparecida e um hospital de guerra dentro do Santuário. Somente no domingo foram 2,1 mil atendimentos. A grande maioria das pessoas que procuraram socorro apresentavam quadro de hipertensão arterial, ou hipoglicemia.
''As pessoas chegaram muito tempo antes do início da celebração e, com isso, deixam de se alimentar corretamente. Aqueles que tomam remédio também nãos respeitam os horários. Isso acaba dando problemas'', explicou a coordenadora de enfermagem da Unitau Leonília Vieira de Souza. Apesar do grande número de pessoas atendidas, nenhum caso grave foi registrado.
Segurança- O major Mateus Teixeira Ribeiro declarou também que nenhum incidente que pudesse comprometer a segurança de Bento 16 foi registrado pelo comando da Operação Arcanjo.
Ele declarou que os únicos momentos que deixaram os militares mais tensos aconteceram no sábado. Pela manhã, durante a celebração na Fazenda da Esperança, um homem com trajes eclesiásticos, dizendo ser religioso da diocese de Taubaté, foi retirado do meio dos bispos que estavam próximos ao papa depois que agentes da Polícia Federal (PF) desconfiaram que se tratava de um falsário. ''A PF fez uma investigação rápida e descobriu a farsa. Rapidamente retiramos esse homem da fazenda'', explicou o major.
No período da tarde, durante a varredura feita pela PF na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, onde Bento XVI rezou um terço no início da noite, foi encontrado um saco preto suspeito. A brigada anti-bombas do exército foi acionada, mas no saco havia apenas entulho e papéis. (W.S.)

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