Conforme Lucia Etuyo Hayama Moises, coordenadora do setor de logística educacional do Núcleo Regional de Educação de Londrina, 5.805 alunos da quarta série do ensino fundamental e 6.353 estudantes do terceiro ano do ensino médio terão de mudar de escola no ano que vem.
Ela explica que o objetivo do georreferenciamento é matricular o aluno próximo à casa dele ou da região onde ele mora ''e para que todos tenham direito a uma vaga nas escolas do Estado''.
Em caso de preferência por uma determinada escola, a mãe deve antes matricular o filho no colégio determinado pelo governo e depois fazer um cadastro na escola preferida. ''Depois de efetuadas todas as matrículas, a escola pode chamar os alunos interessados, caso sobre vaga.''
Segundo Lucia, normalmente sobram vagas nas escolas estaduais da Região Central da cidade, onde a demanda é maior. ''As reclamações chegam sempre aqui no Núcleo. Quando há erro na carta porque o endereço mudou e a região onde está o colégio e a casa é diferente é emitida uma nova carta. Mas se a região for a mesma, não tem como mudar.''
Outro detalhe que tem preocupado os pais é a ação do Conselho Tutelar. ''Os diretores foram instruídos a fazer uma lista com o nome dos pais que não apareceram para confirmar a matrícula do filho. Essa lista será encaminhada ao Conselho Tutelar para o controle de vagas, assim os pais não poderão reclamar se o filho ficar sem vaga'', alerta a coordenadora.(M.G.)

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