Mais crianças por sala de aula
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Érika Gonçalves <br> Reportagem Local 
Aumentar o número de alunos por turma no EI6 e levar de volta para as salas de aula os professores cedidos para outros órgãos e em licença médica. Essas alternativas para resolver a falta de vagas na educação infantil em Londrina foram discutidas ontem, na Câmara Municipal, por vereadores e representantes da prefeitura, do Conselho Municipal de Educação (CMEL), Ministério Público, entre outros. Reportagem da FOLHA publicada no dia 12 deste mês mostrou que 4.234 crianças de 0 a 5 anos estão fora dos Centros de Educação Infantil (CEIs).
Uma das propostas discutidas anteriormente era a criação de cargos para professores, que seriam preechidos pelos aprovados no último concurso público, Porém, o grupo decidiu que antes será necessário verificar quantos dos 116 professores cedidos a outros órgãos, inclusive de outros municípios e estados, deverão voltar para as salas de aula. Nesta conta não entram os professores que estão em instituições como Ilece e Apae, por exemplo.
O maior problema da cessão de funcionários, segundo a prefeitura, é que muitos oneram o município com horas extras, já que uma outra pessoa é contratada para a mesma vaga e nem sempre há contrapartida financeira de quem está com esse professor municipal. Segundo levantamento da prefeitura, atualmente são gastos R$ 900 mil por mês com horas extras na educação.
Além do professores cedidos, há outros 214 que estão afastados por licença-médica, sendo que muitos estão aguardando a perícia há mais de um ano. No total, representantes da secretaria de Educação afirmaram que há 545 professores que não estão em sala de aula.
Provisório
Uma das propostas mais polêmicas foi o aumento de 20 para 25 alunos em salas do EI6, o que poderia criar até 720 novas vagas. Segundo a presidente do CMEL, Marlene Valadão, uma deliberação do Conselho Nacional de Educação preconiza que seja 20 alunos para cada professor, respeitando uma metragem mínima da sala de aula. Mesmo assim, de acordo com ela, algumas turmas já estão com 22 e até 25 alunos. Como o Senado já aprovou uma lei permitindo 25 crianças por sala, espera-se que o Conselho possa aprovar a proposta.
''Na próxima quarta-feira já temos uma reunião marcada para discutir essa excepcionalidade, que só se concretizará se o Conselho aceitar. Seria por prazo determinado, mas sob condições que iremos colocar para a Secretaria de Educação, como um número de professores auxiliares para essas turmas, para que isso possa se efetivar. O que vai haver é uma defasagem pedagógica, porque quando você tem mais alunos na sala de aula, tem uma atenção menor individualmente para cada aluno. Mas também vamos fazer com que a metragem seja respeitada'', ponderou Marlene.
Janet Thomas, que assumirá a secretaria de Educação em janeiro, afirmou que pretende que a medida seja por tempo determinado. ''Pedi que tenhamos um tempo para analisar a situação e para que possa colocar as ações definitivas em prática. Temo não só um mau andamento das aulas mas que se colocarmos 25, comece a colocar 28. Esse cuidado a gente vai ter que ter, e que seja por tempo determinado mas preciso ter mais dados para saber quanto vai ser esse tempo. Classes com necessidades especiais já pedi que seja menos alunos por sala de aula.''
Apesar do impasse, ela avaliou a reunião como proveitosa. ''Os problemas já são conhecidos, mas conseguimos apresentar caminhos para minimizá-los a curto prazo.'' Janet também afirmou que tem consciência de que o orçamento será um limitador, por isso pretende começar pelas ações que não terão custos.
''Vamos tentar acelerar o processo dessas pessoas em licença médica, para que sejam atendidas e possamos verificar a real situação, se podem voltar para a sala de aula.''
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