Mais cinco motoristas são autuados por poluição sonora
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segunda-feira, 03 de outubro de 2005
Vanessa Navarro<br>Reportagem Local 
Cinco motoristas foram autuados pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), no último fim de semana, por promover poluição sonora na região central de Londrina. O órgão voltou a realizar blitze em parceria com as polícias Florestal e Militar, depois de constatar frequentes abusos com equipamentos de som automotivo.
A operação foi realizada das 22 horas de sábado até às 5 horas de domingo. De acordo com o chefe do IAP em Londrina, Ney Paulo, um dos motoristas foi flagrado trafegando próximo à sede do órgão, na Rua Brasil. Outros quatro foram autuados na Avenida Higienópolis e imediações, sendo que um deles estava com o som do carro ligado dentro de um posto de combustíveis. Todos foram multados em R$ 5 mil e tiveram os equipamentos apreendidos.
O IAP não forneceu os nomes das pessoas penalizadas. Ney Paulo comentou que os motoristas eram todos jovens e maiores de 18 anos. Entre os veículos apreendidos, constavam um Honda Civic, um Ômega e um Logus. ''O que deu para perceber é que eles enchem o carro de gente e saem por aí fazendo bastante barulho. Mas até para festar há limites, não se pode perturbar o sossego alheio'', observou. A média dos ruídos emitidos pelos equipamentos apreendidos ficou em torno de 85 decibéis. O limite para o período noturno é de 60 decibéis.
O Código de Posturas do Município diz que ''é expressamente proibido perturbar o sossego público com ruídos ou sons excessivos evitáveis, como alto-falantes.'' Segundo o chefe do IAP, a poluição sonora provocada por sons automotivos voltou a ocorrer com frequência em Londrina, após uma ''trégua'' decorrente das operações de fiscalização deflagradas em abril. As últimas autuações haviam ocorrido há cerca de 90 dias. Agora, as blitze devem ser realizadas uma vez por mês.
Ney Paulo também anunciou que o trabalho será estendido para Cambé, Ibiporã, Sertanópolis e Apucarana. ''É bom ressaltar que o IAP não proíbe a venda de som automotivo, apenas queremos coibir os abusos'', concluiu.


