Para manter cada aluno, possibilitando a ele todas as atividades pedagógicas e também as três refeições diárias, o município de Apucarana gasta R$ 167,23 por mês, segundo o secretário de Desenvolvimento Humano, Cláudio Silva. Por ano, o valor chega a R$ 2.000,00 por criança. ''Aqui no município, investimos os 25% do orçamento municipal em educação que são obrigatórios pela constituição federal, mais 7% para atender esse projeto de tempo integral. Ao todo o investimento é de 32%''.
Por dia, são gastos R$ 0,68 por aluno com as três refeições. Valor bem inferior ao financiado pelo Estado com cada adolescente apreendido no Centro de Sócio-Educação, Unidade Londrina 2, conhecido como o Educandário de Londrina. ''Em média são gastos de R$ 8,00 a R$ 10,00 por dia com cada menino, para cinco refeições'', informa o diretor interino da unidade, Émerson Márcio Rodrigues.
Atualmente o Centro atende 59 adolescentes, o que corresponde a sua capacidade máxima operacional. Por mês, contabilizando gastos com pessoal, alimentação, água, luz e limpeza, cada adolescente custa cerca de R$ 3.000,00. ''Só que este número é estimado. Uma pesquisa está sendo feita por uma pós-graduanda de Curitiba e então conheceremos o valor oficial''.
Em Porecatu, o gasto por aluno, por ano, é de aproximadamente R$ 1.700,00, de acordo com a diretora do Departamento de Educação, Risoleta Paduan. ''Na merenda, especificamente, recebemos R$ 0,22 do governo e complementamos R$ 0,43, totalizando R$ 0,65 por aluno. No ano passado, foram investido R$ 235 mil só em alimentação''.
Já em Londrina, onde os alunos fazem uma refeição por dia, além de um desjejum pela manhã ou café da tarde para quem estuda no período vespertino, o valor por aluno é de cerca de R$ 1,30 por dia, conforme informou a secretária de Educação, Carmen Sposti. (G.B.)

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