Mais agilidade ao transporte coletivo
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Michelle Aligleri<br>Reportagem Local 
Londrina - Oferecer qualidade e agilidade e assim incentivar o uso do transporte coletivo para locomoção dentro da cidade. Foi com este objetivo que profissionais do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) montaram para Londrina um projeto de Bus Rapid Transit (BRT), algo como ''ônibus de trânsito rápido'', que prevê canaletas exclusivas para circulação e estações de embarque e desembarque.
Segundo informações do Ippul, cerca de 6% dos londrinenses vão da casa para o trabalho de bicicleta, outros 25% vão a pé e 38% fazem o percurso de ônibus. ''Acreditamos que a solução para o trânsito passa necessariamente pela valorização do transporte coletivo e pelo incentivo à locomoção de bicicleta ou a pé'', explica a gerente de trânsito Cristiane Biazzono Dutra, acrescentando que o projeto já estava sendo discutido internamente há algum tempo e a continuidade da ideia foi um pedido da atual administração do município.
O projeto preliminar está sendo finalizado e no início de fevereiro deve ser enviado ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes). ''Queremos saber se há algum financiamento para a implantação deste tipo de proposta. Não temos os valores exatos, mas sabemos que os custos são altos, se o Bndes não ajudar procuraremos outras maneiras para conseguir o subsídio'', apontou.
Conforme ela, a adequação das calçadas, a instalação de ciclovias e a implantação das faixas para ônibus, que já vêm sendo feitas na cidade, estão ligadas à ideia maior que é a implantação do BRT. ''Todos os sistemas atuais de transporte continuarão existindo e serão integrados ao BRT. Em algumas estações, por exemplo, haverá bicicletários e estacionamento, para que as pessoas possam usar outros meios de transporte e continuar o trajeto com os ônibus'', explicou.
De acordo com Paulo Guacelli, um dos engenheiros da equipe do projeto, para embarcar e desembarcar dos ônibus os usuários não precisarão subir ou descer escadas. ''As estações serão elevadas para agilizar este procedimento ao usuário comum e facilitar àqueles que possuem alguma dificuldade de locomoção'', explicou.
Em Londrina, algumas vias para os BRT serão construídas nos canteiros centrais das avenidas, como é o caso da Leste-Oeste. Em outras ocasiões os canteiros servirão para construir as estações e os veículos transitarão nas faixas mais próximas a eles. ''A proposta é construir 40 km de rede em Londrina'', disse o engenheiro, acrescentando que o pagamento da passagem poderá ser feito com o mesmo cartão usado atualmente, permitindo a integração, que já é realizada.
''Queremos integrar este sistema inclusive com o trem pé-vermelho, possibilitando o deslocamento das pessoas para as cidades vizinhas'', sugeriu. Ele destacou que a ideia é que este serviço incentive as pessoas a diminuirem o uso dos carros particulates.
A partir da liberação do dinheiro, as obras e a implantação total das linhas deve demorar cerca de seis anos. ''Mas isso não significa que as pessoas vão esperar todo este tempo para usar o serviço. Pretendemos implantar em etapas, conforme os trechos forem ficando prontos e sejam liberados para usar.''


