Epesmel está instalando 30 parquímetros em 11 ruas: investimento de R$ 450 mil
Epesmel está instalando 30 parquímetros em 11 ruas: investimento de R$ 450 mil | Foto: Marcos Zanutto



Até o final de novembro, 600 vagas de estacionamento na região central de Londrina passarão a ser Zona Azul. O início da cobrança do estacionamento rotativo administrado pela Epesmel depende da conclusão da instalação dos parquímetros e placas de sinalização. Estão sendo instalados 30 parquímetros espalhados em 11 ruas. "Queremos entrar em operação tudo de uma vez, por isso estamos agilizando a instalação da estrutura", explicou o coordenador administrativo da Epesmel, Welligton Luiz Marcati.
De acordo com Marcati, as novas vagas foram definidas por um estudo. "O comércio reclama bastante que os clientes não têm local para estacionar e um estudo apontou que existe um deficit de vagas na região central", comentou.
Atualmente, são 1,9 mil vagas na Zona Azul - 450 na Avenida Bandeirantes, 200 na região do Centro Cívico e 1.250 no quadrilátero central. A maioria das novas vagas estarão na Avenida Rio de Janeiro e ruas Mato Grosso e Minas Gerais. Nas ruas Pio XII, Benjamim Constant, Paraíba e Pará as vagas serão reativadas.

Imagem ilustrativa da imagem Mais 600 vagas de Zona Azul na região central



A Epesmel está investindo R$ 450 mil para a ampliação. Mais 20 funcionários serão contratados – atualmente são 90. Segundo Marcati, em 2014 houve a implantação de algumas vagas, mas a última grande ampliação foi em 2011, quando as Ruas Santos e Belo Horizonte ganharam estacionamento rotativo pago.
O coordenador administrativo afirmou que está em estudo a adoção da Zona Azul em outras regiões da cidade, principalmente no entorno da Avenida Bandeirantes, mas não existe uma previsão de quando será colocado em prática. "Por enquanto serão apenas essas 600 novas vagas, mas existe uma demanda para aumento. Em Maringá (Noroeste), por exemplo, há 4,5 mil vagas e em Curitiba, 12 mil", citou.
Atualmente, o valor cobrado na Zona Azul é de R$ 1,40 a hora, que vigora desde 2014. Segundo Marcati, a instituição encaminhou à Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) um estudo do impacto do aumento das despesas, para justificar o pedido de um reajuste, mas não houve resposta ainda.
A notícia da ampliação do número de vagas desagrada os motoristas, principalmente aqueles que estacionam diariamente na região, como o bancário Sílvio Fontoura. Ele para o carro todo os dias na Avenida Rio de Janeiro. "Vou ter que estacionar mais longe. E quem mora por aqui? Não vai poder deixar o carro em frente de casa?", questionou. Ele considera o sistema da Zona Azul injusto. Na opinião dele, o sistema deveria devolver os crédito, quando o carro não permanece o período total comprado. "Se você compra uma hora e usa só 30 minutos deveria ficar com crédito para usar depois", disse.
A agente de turismo Cristina Koyama vai trabalhar de carro todos os dias e também estaciona na Rio de Janeiro. Quando a Zona Azul começar a valer, pretende colocar o carro em um estacionamento particular. "Vai ficar muito difícil", lamentou.
O contator Ernesto Pedro até concorda com o aumento das vagas pagas, desde que mudem o sistema. "A Zona Azul tem que assumir a responsabilidade pelo veículo. Você paga, mas não tem direito a seguro. Isso precisa ser revisto. Não pode ser bom só para um lado", afirmou. "Bateram no meu carro na Zona Azul e ninguém viu nada. Os funcionários deveriam ser orientados para ficar a atentos a isso."

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