Mais 5 PMs acusados de tortura são presos
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quarta-feira, 20 de novembro de 2002
Da Redação 
Curitiba Mais cinco policiais militares de Mallet (44 km ao norte de União da Vitória) foram presos anteontem, de acordo com informações do Ministério Público do Estado. Ele são acusados, isolada ou cumulativamente, pelos crimes de tortura, abuso de autoridade e lesões corporais. Os soldados Vanderlei Rogério Seretne, Severino Zakaliak, Albino Cieslak, Dolcimar José Stroiek e o sargento Ivanilson Antonio Trojan foram presos por integrantes do Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gerco), ligado à Promotoria de Investigação Criminal (PIC), juntamente com o servente Joraci Ribeiro, conhecido como ''Jóia''.
Agora, já são 11 os PMs de Mallet presos por envolvimento com tortura e/ou abuso de autoridade. Eles foram denunciados pela Promotoria de Justiça de Mallet no último dia 14. A denúncia também incluiu o delegado de Teixeira Soares, Sebastião Antonio França, e os policiais militares de Mallet, sargento Marco Aurélio Carvalho e o soldado Renato Kruger.
Os dois últimos haviam sido presos no último dia 11, em decorrência de outra denúncia do Ministério Público da Comarca sobre fatos semelhantes. O delegado da Polícia foi o único que não teve a prisão preventiva requerida pelo MP, em razão de ter sido acusado de omissão nas suas atribuições.
No módulo policial de Mallet apenas um soldado não foi denunciado até o momento. Frente a esta situação, a 2 Cia Independente de União da Vitória destacou mais um PM de outra comarca para atuar na cidade.
A denúncia teve como base o depoimento de dez testemunhas que narraram oito fatos ocorridos nos anos de 1997, 1999, 2000 e 2001, todos envolvendo abuso de autoridade e tortura. ''Os denunciados agem sem qualquer razão aparente, apenas pelo prazer mórbido e fútil de infligir sofrimento físico ou mental em suas vítimas. Outras vezes, agridem e torturam como forma de castigo ou para obter confissão, como se houvesse espaço em nosso ordenamento jurídico para penas desta natureza'', disse, através da assessoria do MP, a promotora responsável pelo caso, Danielle Garcez da Silva.


