Mais 35 alunos da UEL têm formatura antecipada
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quinta-feira, 27 de dezembro de 2001
Telma Elorza<br>Reportagem local 
Trinta e cinco alunos do curso de medicina veterinária colarão grau hoje, às 10 horas, na reitoria da Universidade Estadual de Londrina (UEL). A decisão de formatura antecipada foi tomada depois que a Coordenadoria de Assuntos de Ensino e Graduação (CAE) analisou o cumprimento das exigências de carga horária. Este é o segundo grupo de veterinária que obteve, na Justiça, o direito da formatura antecipada durante a greve da UEL, que completa hoje 101 dias.
Hoje também haverá uma nova reunião do Comando Estadual de Greve, em Maringá, para definir as estratégias do movimento durante o recesso do governo, que vai até o dia 14 de janeiro. Segundo o professor César Caggiano dos Santos, do comando de greve, serão discutidos formas para reabrir as negociações com o governo.
''Até o dia 14, não haverá muitas novidades, já que a Mirian (Wellner, diretora-geral da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior) não pode fazer propostas nem discutir nada'', disse. Mirian Wellner foi designada pelo secretário Ramiro Wahrhaftig para acompanhar a greve das universidades estaduais durante o recesso.
O presidente da Câmara, Tercílio Turini (PSDB), entende que a greve dos servidores da UEL pode trazer danos ''irreparáveis'' para o município. Médico plantonista do Hospital Universitário, o vereador lembra que neste período de greve o HU deixou de realizar 30 mil consultas, além do número de cirurgias eletivas suspensas. Com isso pode agravar a situação de pacientes em tratamento.
O vereador também destacou a situação dos formandos, impedidos de entrar no mercado de trabalho, dos alunos que estão no ''meio do ano letivo'', além da suspensão do vestibular, marcado para o início de janeiro. ''A reivindicação é justa e todos apóiam o movimento, mas a greve traz consequências a médio e longo prazo'', alertou.
Turini lembra que a cidade está terminando o ano sem que que haja uma saída para a greve da UEL, considerada por ele como o maior patrimônio público de Londrina. ''Precisamos buscar um entendimento urgente com os servidores e com o governo do Estado'', comentou.
Os servidores reclamam de uma defasagem salarial de 50% em média e querem que o Palácio Iguaçu apresente um índice de reposição. O governo prometeu rever os pisos salariais dos professores e servidores, porém não apresentou números. Na semana passada o Supremo Tribunal Federal (STF) notificou o governo do Paraná por não prever reposição salarial no orçamento do ano que vem. (Colaborou Lino Ramos)


