Mais 27 presos são transferidos
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terça-feira, 17 de junho de 2003
Fernanda Bressan <BR>Reportagem Local 
Ontem à tarde, mais 27 presos foram transferidos do 2º Distrito Policial (DP) para a Casa de Custódia de Londrina (CCL). Ao todo, 72 detentos saíram do 2º DP desde o último sábado, desafogando as celas que estavam com 205 presos, mais do triplo da capacidade, que é de 65.
O delegado do distrito, Manuel Angelo Martins Pelisson, disse que a transferência aconteceu por motivos de segurança e também para melhorar a recuperação dos presos. Pelisson observou ainda que podem acontecer novas remoções, mas que por enquanto trabalha com as que já foram realizadas, deixando 133 presos no local, número considerado ''suportável'' por ele.
Para evitar tumulto em frente ao 2º DP, as visitas que aconteceriam ontem foram remanejadas para hoje. A maioria dos familiares foi informada do cancelamento através de rádio e televisão, mas alguns foram ao local sem saber do fato. Nair Conceição Amaral, 67 anos, foi uma delas. Seu filho de 28 anos está preso há um mês por falta de pagamento de pensão da filha de quatro anos. ''O rapaz (do DP) falou que é só amanhã (hoje) que tem visita, mas o duro é que eu trabalho e já tinha agilizado o serviço para vir aqui'', lamentou. Mesmo assim, ela disse que retornaria hoje para entregar roupas limpas e um pão caseiro para seu filho. ''Eles têm comida, mas às vezes dá vontade de comer alguma coisa à tarde ou de madrugada'', justificou.
Já Ana Paula da Silva, 20 anos, foi ao 2º DP justamente por causa da transferência dos detentos, na expectativa de falar com seu companheiro, preso por assalto. Ela esperou por mais de seis horas mas apontou que só conseguiu mandar um bilhete para ele. O filho do casal observava por debaixo do portão do distrito na esperança de ver o pai. ''Não queria que ele fosse transferido porque vai ficar muito longe, terei que pegar quatro ônibus para visitá-lo porque moro em Ibiporã'', reclamou Ana Paula.
Com a transferência, a CCL, que tem capacidade para 288 presos, ficou com 432. O diretor da Casa de Custódia, Major Edson Marcos Tomaz, afirmou que dá para trabalhar com esse número mas que é preciso ser ''mais sério para evitar incidentes carcerários''. Ele informou que foram contratados cinco novos agentes para reforçar a equipe durante o dia.


