Curitiba Policiais da Delegacia de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), são acusados do crime de concussão (extorsão cometida por funcionário público) depois de prender um homem com uma nota falsa de R$ 50,00. Segundo o delegado de São José, Osmar Dechiche, no final da tarde da última sexta-feira Vanderlei de Moura foi preso ao tentar passar a nota falsa em um mercado da cidade. Como ele não tinha antecedentes criminais e era uma nota só, o próprio delegado determinou que ele prestasse depoimento e não fosse preso em flagrante. Depois disso teria acontecido a extersão. Moura acusa policiais de coagi-lo a pagar R$ 2 mil para um advogado que estava na delegacia para acompanhar seu depoimento. Caso contrário poderia passar vários dias na cadeia.
''Recebi a denúncia que o Moura teria sido induzido a constituir um advogado por policiais da delegacia e em razão disso instaurei inquérito e levei o fato à Corregedoria da Polícia Civil. Ele não indicou os policiais. Vamos saber quem são no decorrer das investigações'', explicou Dechiche. Quando foi conduzido à delegacia, Moura afirmou que não sabia que estava com uma nota falsa. Ele tentou fazer uma compra de R$ 2,90 com a nota e o proprietário do supermercado desconfiou da falsificação e chamou a polícia. Na delegacia, segundo Moura denunciou, foi proibido de fazer qualquer ligação telefônica e ameaçado de ficar vários dias presos caso não contratasse o advogado indicado pelos policiais.
O advogado nega que tenha havido coação. ''Eu estava na delegacia quando Moura disse que precisava de um advogado. Fizemos um acordo verbal que eu acompanharia o caso e cobraria R$ 2 mil de honorários. Ele me deu o cheque e depois ficou de vir no meu escritório assinar a procuração'', alegou. Ele afirmou que não descontou o cheque e que Moura foi ontem em seu escritório pegá-lo de volta. ''Isso é uma mentira. Estão querendo vender uma história que não existe. Sou vítima no caso'', afirmou. Segundo o adovgado, Moura apenas pegou o cheque ontem e disse que não queria mais o serviço.
O delegado da Corregedoria de Assuntos Internos (CAI) da Polícia Civil, Adonai Armstrong, explicou que o caso deve começar a ser investigado nos próximos dias. Segundo ele, quando há mesmo o envolvimento de policiais em extorção não é difícil provar. Prova disso, segundo ele, é a prisão, na sexta-feira, de dois policiais civis que estariam cometendo o mesmo crime. Os dois investigadores foram flagrados tentando extorquir dinheiro de um homem de 46 anos, detido por porte de drogas.

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