Osmani Costa
De Londrina
Na manhã de hoje, um ônibus leva para a Colônia Penal Agrícola de Piraquara (Região Metropolitana de Curitiba) 17 presos londrinenses, que já cumpriram mais de um sexto da pena, têm bom comportamento e direito a cumprir o restante em regime semi-aberto.
Quinze dos transferidos são detentos da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), um estava no 3º Distrito Policial (DP) e um no 5º DP. Ontem, duas presas do 2º DP – Antonieta Grudin de Góes e Judith Amado dos Santos – haviam sido também levadas para presídio de Curitiba. A primeira, que deu à luz duas gêmeas recentemente, foi transferida para o setor de berçário da Penitenciária Feminina. Judith dos Santos foi para a capital terminar de cumprir a pena em regime semi-aberto.
Estas remoções são consideradas de rotina pelo diretor-geral da PEL, Dyson Ferreira de Pinho, e servem para abrir novas vagas a ser preenchidas por presos já condenados que ainda permanecem nos superlotados DPs da cidade. Com as transferências de hoje, o número de detentos da penitenciária cai de 368 para 353. A capacidade original da PEL é para 360 presos.
‘‘Temos quase 50 condenados na fila de espera por uma vaga na penitenciária. Por isto, esta transferência ocorre em boa hora’’, comenta Dyson de Pinho. Anteontem à tarde, a remoção de presos havia sido iniciada pela Prisão Provisória de Londrina (PPL), por determinação do juiz-corregedor dos presídios e da Vara de Execuções Penais (VEP), Roberto do Valle.
De acordo com ele, a partir de agora a prisão – cuja capacidade inicial era de 144 vagas – poderá abrigar no máximo 200 presos que aguardam sentença.

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