A pesquisa da USP e Unifesp investigou estudantes de Enfermagem e Psicologia por serem cursos eminentemente femininos. Se a instituição escolhida não oferecia formação nessas áreas, foram indicados Fonoaudiologia, Fisioterapia, Farmácia e Biomedicina. Foram avaliadas 2.489 participantes. Do total, 9,6% eram do Norte, 15,4% do Nordeste, 8% do Centro-Oeste, 35,6% do Sudeste e 31,4% do Sul.
Em relação ao estado nutricional, 70,6% eram eutrófica, 9,2% estavam abaixo do peso e 14,9% como acima do peso. A avaliação da satisfação corporal foi realizada por meio da Escala de Silhuetas de Stunkard, pela qual a entrevistada escolhe figuras que representem o corpo atual e o que gostaria de ter. Cada figura recebe uma pontuação, de zero (mais magra) a 9 (mais obesa).
Quanto maior a pontuação atribuída à figura ''eu'', mais a pessoa se vê como obesa. Quanto menor a pontuação da figura ideal, mais se considera a magreza como um ideal de beleza. Em média, as universitárias desejavam como ideal um número menor que aquele apontado como atual. Além disso, 54,9% escolheram como saudável uma figura menor que a ''eu''.
Os maiores valores para a figura ''eu'' estiveram na região Sul, mesmo não sendo essa a região com maior IMC e tendo-se encontrado alta correlação entre a figura ''eu'' e o IMC. ''As estudantes do Sul parecem se ver maiores que as demais''. Já os menores valores apontados como ideal e saudável estiveram no Norte.
Para as pesquisadoras, chama a atenção o fato de que mesmo as eutróficas desejam um corpo mais magro e consideram como ideal uma figura menor que a atual. ''Todas acreditam que ficariam mais atraentes se perdessem algum peso.''(C.A.)

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