Maioria pára de estudar enquanto está servindo
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 24 de agosto de 2000
Maurício Borges De Apucarana 
Apenas 40% dos recrutas que servem o Exército no 30º Batalhão de Infantaria Motorizada, em Apucarana, continuam estudando. É o que informam sargentos e oficiais da unidade, revelando que a maioria deles deixa de frequentar a escola neste período.
Para os que estudam a correria é grande já que praticamente emendam as atividades no quartel com a escola. Todos frequentam escolas públicas. O valor do soldo não seria suficiente para pagar a mensalidade em um estabelecimento particular. Um recruta que serve o Exército de 10 a 12 meses tem um soldo mensal de R$ 130,00. Depois de cumprido esse período, se ele resolver engajar-se como soldado, passa a receber R$ 650,00 por mês. Para atender cerca de 20% dos recrutas, que pernoitam nos alojamentos do quartel e têm interesse de continuar estudando, o 30º BIM mantém uma turma de telecurso.
Muitos recrutas que servem em Apucarana são de famílias de trabalhadores rurais, operários ou comerciários. A maioria nesta faixa etária, ou no período em que estão engajados, não tem grandes planos para o futuro em termos de formação profissional, diz o sargento Resende.
No dia-a-dia do quartel todos aprendem sobre hierarquia e respeito aos superiores. Também enfrentam exaustivas horas de exercícios de guerra e treinamento físico-militar.


