Segundo a Associação dos Camelôs de Londrina, pelo menos 50 dos 94 camelôs já entraram com documentação para formação de firma e estão negociando com importadoras. Valquíria Cristina Alves da Silva, que trabalha em uma das barraquinhas do camelódromo, garantiu que o proprietário já está negociando com uma importadora. ‘‘O senhor Miguel falou que a margem de lucro vai cair, mas vai valer a pena porque não vai mais precisar viajar.’’
Mas se o patrão de Valquíria parece satisfeito, Marlene Sofia, dona de outra barraca, está preocupada com a necessidade de recorrer a uma importadora. ‘‘Eles não têm produtos populares e além disso cobram muito caro. Já entrei em contato com várias importadoras e até agora não encontrei nenhuma com preços que garantissem uma margem de lucro para o negócio.’’ Marlene defende a formação de uma cooperativa do camelódromo: ela garante que a idéia não morreu.
Marlene já tem toda a documentação da sua firma pronta e está esperando apenas que os talões de notas fiscais fiquem prontos. O camelô Márcio Roberto Montes ainda não preparou nada. ‘‘Se for trabalhar com uma importadora teria que dobrar os preços dos meus produtos. Não teria jeito de concorrer com os lojistas e perderia meus clientes.’’
(Célia Baroni)

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