O índice de desistência no primeiro dia de vestibular da Universidade Estadual de Maringá (UEM), no domingo, foi de 6,07%, o que corresponde a 715 candidatos. É um índice um pouco maior do que no ano passado, quando 5,7% dos candidatos desistiram de prestar o vestibular. Apesar do tímido aumento, o número de desistentes foi considerado normal pela Comissão do Vestibular Unificado (CVU). As provas também estão sendo consideradas fáceis, com exceção de matemática, que foi aplicada ontem. Em média, conforme o presidente da CVU, João César Guirado, 95% dos candidatos estão concluindo as provas e deixando as salas de aula 45 minutos após o início do concurso.
‘‘Quando são 10 horas já há poucos candidatos nas salas e os que ficam até às 12 horas são os que concorrem às vagas de medicina’’, disse. Como nos anos anteriores, nenhum candidato chegou atrasado e não foi registrado nenhum incidente nos dois primeiros dias do vestibular.
De acordo com Patrícia Padian, 17 anos, que tenta uma vaga para o curso de psicologia, a maior dificuldade até ontem foi a prova de matemática. Hoje, no terceiro dia do vestibular da UEM, serão aplicadas as provas de comunicação e expressão. Amanhã é a vez das provas de física e química.
Revisão O cursinho pré-vestibular mantido por alunos da UEM, criado para viabilizar a construção da Moradia do Estudante Universitário, está conseguindo reunir uma média de 800 candidatos por módulo de aulas. A meta é atingir 7 mil alunos até a última bateria de matérias, amanhã de noite, na véspera das últimas provas da UEM.
‘‘O número de candidatos está um pouco abaixo da média porque muitos estão prestando vestibular também em Londrina’’, explica um dos diretores do cursinho, Washington Luiz Amancio. A expectativa era de 850 candidatos por módulo.
Mesmo assim, os organizadores acreditam que o plantão está entre os maiores do País. As aulas, ministradas por professores do cursinho no Cine Plaza, são repetidas de noite, para os candidatos que trabalham. Além dos alunos do próprio cursinho, muitos candidatos de fora ou que terminaram o ‘‘terceirão’’ há mais tempo participam dos plantões.
Segundo Amancio, até ontem de tarde os professores do cursinho ‘‘acertaram’’ o tema sobre ‘‘ética’’ da redação e mais da metade das questões de história e biologia. ‘‘Nossos professores são alunos da UEM e as provas do vestibular são feitas pelos professores da própria universidade’’, justificou. Ele não soube precisar quanto o cursinho já arrecadou com os alunos de fora, que pagam para assistir às aulas do plantão. O dinheiro vai pagar os custos e dar início ao projeto da ‘‘Moradia do Estudante Universitário de Maringᒒ, que prevê alojamentos para 400 pessoas. (Colaborou Marcos Zanatta)Marcos NegriniRevisãoCerca de 800 candidatos têm passado em cada módulo de aula de reforço no Cine Plaza, em Maringá; meta é atingir 7 mil alunos até amanhã à noiteLucinéia Parra

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