Somente no mês de setembro, dos 20.792 procedimentos realizados no Instituto do Câncer de Londrina (ICL), 6.211 foram feitos em pacientes da cidade e os outros 14.581 em doentes de outras localidades do Paraná e também de outros estados brasileiros. Ou seja, a grande maioria dos pacientes atendidos não é de Londrina.
Segundo Ana Filomena Gaeta, assistente social do ICL, o hospital mantém uma casa de abrigo com 36 leitos para atender pacientes de baixa renda e que precisam permanecer em Londrina para continuar o tratamento - principalmente radioterapia e quimioterapia. O número de leitos, no entanto, não é suficiente para atender toda a demanda.
Ana Gaeta informa que as opções que sobram, quando não há vagas na casa abrigo do hospital, são casas de parentes ou os dois pensionatos que funcionam nas proximidades do hospital, cobrando preços baixos. Quando não há vaga na casa, não há parente ou vaga nos pensionatos, o paciente fica sem alternativa.
‘‘É por isso que é muito positivo uma casa abrigo com a Madre Leônia. Muita gente vem de longe, de até 500 quilômetros de distância, chega aqui e não tem opção’’, observa a assistente social do ICL. (L.H.)

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