Maioria dos casos se resolve em até 15 dias
Acionar a polícia imediatamente é a primeira atitude que os pais devem ter ao saber da fuga de um filho, seja criança ou adolescente. Segundo o delegado Jaime da Silva Luz, de Vigilância e Captura, 96% dos casos de fuga se resolvem em até 15 dias se a polícia é contatada.
Entre os casos atendidos pela delegacia, 45% envolvem adolescentes entre 12 e 18 anos de idade. E os motivos do desaparecimento, que na maioria das vezes se revela como fuga, são más companhias, namorados, divergências com pais e drogas. Já entre os adultos as fugas estão relacionadas a problemas familiares, problemas mentais e ameaça relacionada a drogas, cita Luz.
Ele alerta que toda e qualquer informação que a família tiver do jovem deve ser repassada aos policiais. Mesmo que a pessoa tenha deixado um bilhete avisando da fuga por livre e espontânea vontade, a polícia investiga o caso, que pode estar ligado ao crime de drogas ou prostituição, completa o delegado, reiterando que em casos como esses, a polícia também aciona o Conselho Tutelar para verificar se o jovem tem algum histórico com a Justiça.
Ainda conforme Luz, a maioria dos casos de fuga se resolve a partir das informações da família, mas há casos em que o fugitivo é encontrado morto, principalmente em situações ligadas ao tráfico. De toda forma é direito e dever do pai trazer seu filho de volta para casa, mesmo porque os pais podem responder por abandono.
Nesse contexto, o trabalho do conselheiro tutelar se faz necessário, no intuito de investigar se há situação de negligência dos pais. Nos casos em que o filho tem histórico de rebeldia, o nome dele provavelmente já é conhecido pelo Conselho Tutelar, cita o delegado, reforçando que cabe ao conselheiro relatar a situação ao juizado para auxiliar no resgate do adolescente.
Conselheira tutelar na Zona Sul de Londrina, Celina Barbosa explica que o trabalho do órgão é obter todas as informações da pessoa fugitiva com a família e orientar os pais a buscar a polícia. Por aqui o Sinal Verde faz a abordagem de rua, especialmente à noite, já que não há um programa municipal de busca ativa, além da polícia. (M.G.)





