De acordo com estatísticas do Siate, a maioria dos atendimentos, em Cascavel, é de acidentes envolvendo carros e motos. Neste mês já foram computados mais de 250 casos do tipo. Para sorte das vítimas, o Siate está preparado e leva, no máximo, sete minutos para chegar ao local do acidente.
Em alguns casos, porém, a vítima não consegue sobreviver. Principalmente quando se trata de acidentes com motos. Apesar dos motociclistas estarem mais conscientes da importância da utilização do capacete, este tipo de acidente é, geralmente, muito violento, o que dificulta o trabalho dos médicos e socorristas do Siate.
Segundo o médico Luís Carlos Toso, o Siate é, basicamente, especializado em traumas, mas acaba atendendo pedidos de assistência para outros casos clínicos, como infartos e paradas cardíacas, o que prejudica o trabalho de toda a equipe e levando mais tempo para a vítima traumática ser atendida.
Por outro lado, os motoristas estão mais conscientes da importância de se abrir passagem para a ambulância. ‘‘No início, alguns motoristas ficavam no caminho porém agora eles sabem que cada minuto é importante para se salvar uma vida’’, diz.
Toso afirma que, por dia, são atendidas de oito a nove ocorrências e que o período mais crítico é no final da tarde quando as pessoas estão voltando do trabalho. Segundo ele, em Cascavel não existe um hospital específico para atendimentos a traumas.

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