Maioria deixa o Estado e faz novo RG, diz delegado
Dos 75 mil mandados de mandados de prisão pendentes no Estado, Londrina responderia por cerca de 4,5 mil, ou 6% do total. Mas este número é apenas uma estimativa feita pelo delegado-adjunto da 10 Subdvisão Policial (SDP), Márcio Vinicius Amaro. Segundo ele, o banco de dados da polícia local não está atualizado.
O delegado Márcio Amaro afirma que não se pode fazer uma associação direta entre o grande contingente de suspeitos e condenados procurados pela Justiça com os altos índices de criminalidade registrados em Londrina e no Paraná, porque acredita que a maioria dessas pessoas já deixou o Estado. ''Geralmente esses foragidos vão para outras localidades, onde fazem um novo registro de identidade. Isso é facilitado pelo fato de o RG brasileiro não ser federal, mas apenas estadual'', assinala. Este seria também, segundo ele, um dos fatores que dificulta a captura de foragidos no País.
O delegado-chefe da 10 SDP, Jurandir Gonçalves André, não quis avaliar o número de foragidos como um todo. ''Não trabalhamos com somas. Tentamos localizar cada pessoa à medida que os mandados de prisão vão sendo expedidos. Para isso usamos todos os critérios investigativos e buscamos várias fontes, como o disk-denúncia e a participação comunitária'', afirma.
Questionado se empresas ou estabelecimentos de ensino poderiam consultar a polícia para verificar se candidatos a vagas são pessoas foragidas da Justiça, André explicou que apenas condenações podem constar de fichas criminais. ''O artigo 20 do Código de Processo Penal determina que a autoridade policial não pode fazer referências, nos atestados de antecedentes que lhes forem solicitados, à instauração de inquéritos contra os requerentes'', sublinha. (V.N.)





