Maioria comparece ao Provão
Maioria comparece ao Provão
Mônica Kaseker
Aproximadamente 98% dos estudantes paranaenses fizeram o Exame Nacional de Cursos, o Provão. A informação é da delegacia regional do Ministério da Educação e do Desporto (MEC). Em Curitiba, os estudantes universitários fizeram a prova sob protestos da União Paranaense dos Estudantes (UPE).
Um pequeno grupo da UPE tentou tumultuar a realização do exame no Instituto de Educação do Paraná, depois de receber a informação de que uma liminar concedida à União Nacional dos Estudantes (UNE), em Minas Gerais, cancelava o provão. O representante da comissão do Provão do MEC, Eros Petrelli, não aceitou as informações extra-oficiais e manteve o exame.
Depois do prazo regulamentar de 90 minutos, os primeiros estudantes começaram a sair e os integrantes da UPE ameaçaram mais uma vez invadir as salas de aula. A primeira a sair foi a estudante de Odontologia da PUC Elaine Bornancim, de 23 anos, que considerou a prova fácil. Acho que não é assim que se vai medir a qualidade do ensino. Principalmente no caso de Odonto, que a avaliação seria na prática. Mas alguns estudantes também se mostraram a favor do Provão. Marlon Donadio, 27, que cursa Letras na Tuiuti acredita que esta é uma forma de melhorar a qualidade de ensino.
Em Londrina mais de 700 universitários fizeram o Provão. Ele foi realizado no Colégio Estadual Vicente Rijo e no Colégio Hugo Simas. Segundo o coordenador da Fundação Carlos Chagas, João Pereira de Barros Neto, no Colégio Vicente Rijo apenas sete alunos do curso de Letras não compareceram ao exame. Do total de 438, fizeram o Provão, 431 alunos. Apesar de o DCE (Diretório Central de Estudantes) planejar um protesto para que os alunos entregassem as provas em branco, João Neto afirma que não houve nenhuma manifestação neste sentido, mas diz que alguns estudantes deixaram várias questões em branco.
Maria Lúcia de Oliveira, formanda de Letras, afirma que o Provão não tem condições de avaliar o desempenho da universidade. A avaliação tem que ser constante. Não é uma prova que irá medir o desempenho da universidade.
Segundo a estudante a prova de 40 questões de múltipla escolha e duas dissertativas foi muito longa e com questões que não correspondiam ao conteúdo do curso.
Em Maringá a realização do Exame Nacional de Cursos foi tranquila. A maioria dos 526 alunos inscritos realizou as provas. Já em Ponta Grossa os acadêmicos do curso de Comunicação Social (Jornalismo) promoveram um boicote ao exame. Motivados pelo discurso de que o Provão está se transformando em um ranking entre as universidades brasileiras, e que os alunos estão sendo avaliados como produtos, os 40 acadêmicos de Jornalismo entregaram suas provas em branco.
O formando Rodolfo Burher, que estava no comando do boicote, garante que todos os acadêmicos não preencheram nenhuma questão da prova. Apenas assinamos, colamos um adesivo de protesto da Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social (Enecos) e esperamos o horário mínimo para deixar a sala de aula, disse Rodolfo. (Colaboraram Érika Pelegrino, Lucinéia Parra e Giovani Ferreira)





