Arquivo FolhaDefesaA maioria dos juízes e coordenadores de presídios é de opinião que a prisão não recupera os condenados, enquanto a pena alternativa permite a recuperação ao manter o apenado junto da família e trabalhando; mas a prestação de serviços não pode ser vista como solução para a superlotação das cadeias, pois a maioria dos que cumprem penas em prisões são reincidentesAs pessoas que cometem algum tipo de infração de trânsito representam a maioria dos casos de aplicação de penas alternativas em Ponta Grossa. Somente este ano, mais de 100 motoristas que dirigiam sem habilitação, alcoolizados ou praticavam direção perigosa já pagaram pelo erro com a prestação de serviços na Ciretran do município.
Os infratores são na maioria homens, com idades que variam de 18 a 60 anos. Segundo Sebastião Mainardes Júnior, chefe da Ciretran, até hoje somente duas mulheres pagaram suas penas com a prestação de serviços no órgão desde que as penas alternativas começaram a ser aplicadas.
De acordo com Mainardes Júnior, um dos casos que chamou mais a atenção foi a de um mecânico aposentado, que foi apanhado pela Polícia Militar dirigindo alcoolizado. Ele cumpriu uma pena de 60 dias de prestação de serviços, trabalhando na limpeza e manutenção do pátio do Detran de Ponta Grossa.
As penas alternativas em Ponta Grossa também são bastante aplicadas nos casos de lesões corporais, porte ilegal de armas e ameaças.
Segundo o promotor Júlio César Caldas, responsável pelo Juizado Especial Criminal, são realizadas em média 240 audiências por mês, das quais 50% terminam com penas alternativas. Somente pelo Juizado Especial a Justiça encaminha mais de mil pessoas por ano para a prestação de serviços à comunidade.

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