Maioria acata norma federal
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 12 de junho de 1997
Marccio W. Varella Maringá 
Frigoríficos, açougues e abatedouros de Maringá aceitaram bem as mudanças determinadas pelo governo Federal na venda de carnes. Desde o dia 19 de maio, abatedouros e frigoríficos são obrigados a embalar a carne antes de enviá-la aos açougues, junto com as etiquetas dos serviços de inspeção federal, estadual ou municipal.
Veterinários da Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde estão fazendo operações diárias em açougues, abatedouros e pequenos frigoríficos de Maringá. Ontem, as veterinárias Dora Lígia Bomba e Marilda Fonseca Oliveira percorreram os açougues na avenida Pedro Taques e um pequeno frigorífico, na rodovia que liga Maringá a Campo Mourão.
Os gerentes e proprietários receberam explicações sobre as mudanças na venda do produto. Pelo sistema antigo, as peças saíam dos frigoríficos divididas em traseiro e dianteiro. Agora, o dianteiro deve estar dividido em pelo menos duas partes: paleta e dianteiro sem paleta.
O traseiro deve estar dividido em ponta de agulha (costela) e traseiro serrote, que, por sua vez, deve ser subdividido no mínimo em duas partes. Essas são as maiores peças que poderão chegar ao comércio varejista, devidamente embaladas e etiquetadas.
A carne suína não pode mais chegar ao comércio varejista em peças inteiras. A carne deverá ser fracionada em cortes (pernil, toucinho, lombo), embalados individualmente e etiquetados.
O resultado da fiscalização em Maringá já fez com que 30 açougues se registrassem no Serviço de Inspeção Municipal (SIM). É mais rápido e menos burocrático do que se cadastrar no SIP (Estadual) ou SIF (Federal). Lembro que o SIM é apenas para o produto comercializado em Maringá; o SIP é para os que vendem carne em outras cidades do Estado; e o SIF é para os que comercializam em outros Estados, diz Dora Lígia.


