Maiores têm índices inferiores ao permitido
Curitiba - Os maiores e mais complexos hospitais do Estado possuem comissões de controle de infecção formadas. Instituições como o Hospital Evangélico, o Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná, a Santa Casa o Hospital Cajuru, todos em Curitiba, informam manter baixos níveis de contaminação.
O Hospital Evangélico informou que o nível de infecção, por mês, fica em torno de 3% dos pacientes. Para o infectologista Sérgio Penteado, chefe da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) do Hospital Evangélico, o nível é ''relativamente baixo, satisfatório''. ''Lógico que queria que ficasse em 1%'', diz Penteado, explicando que é impossível que hospitais não registrem contaminações.
Já o HC e a Santa Casa não divulgam quais são os seus níveis de infecção, mas informaram que eles ficam abaixo do recomendado por órgãos como a Organização Mundial de Saúde (OMS) ou a Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa). O Hospital Cajuru também não informou, mas, segundo seu gerente médico, Fábio Augusto Selig, ''por ser hospital de referência, temos casos com diferentes níveis, porém nenhum classificado como surto, que não pôde ser tratado ou controlado''.
Célia Bugardt, médica do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) da Santa Casa, explica que o hospital é licenciado pela Vigilância Sanitária e que as taxas de infecções variam de acordo com as alas, mas é controlado dentro do necessário. Já a infectologista Marta Fragoso diz que o HC, por ser o maior hospital de ensino do Paraná, recebe muitos pacientes de grande complexidade. Mesmo assim, mantém os níveis de contaminação abaixo do determinado. Segundo ela, a taxa permitida em hospitais privados é 5% de infecções. Em hospitais públicos é de 10%.
Os hospitais citados possuem um conjunto de profissionais da área médica que realizam o controle de bactérias nas alas dos hospitais e estudam qual a melhor forma de tratamento de possíveis infecções. Mesmo com todo o cuidado, nenhum estabelecimento está imune a casos de contaminação de bactérias multirresistentes, a exemplo da Klebsiella spp, que já atingiu, ao menos, 16 pacientes no Hospital Universitário (HU) de Londrina nos últimos dias.
Nenhum ambiente (seja domiciliar ou hospitalar) está livre de bactérias. O que determina o maior índice contaminação em hospitais é justamente o fato de ser um local de alta complexidade e abrigar uma população com a saúde debilitada. O problema agrava-se em Unidades de Tratamento Intensivo (UTI), espaços que abrigam os casos e tratamentos mais complexos. (T.A.)





