Maiores preocupações são mudanças no físico e parto
Sono, fome, enjôo, transformações no corpo, medo do parto são preocupações comuns entre as gestantes adolescentes. As responsabilidades da maternidade quase não passam pela cabeça das meninas, que encaram tudo como se fosse brincadeira de bonecas.
Keila Cristina de Oliveira sempre quis ter filhos e vive, hoje, o oitavo mês de gravidez. À espera pela pequena Maria Eduarda, embora planejada, é parte de uma história mais do que recorrente no Jardim Marabá: Keila conheceu o marido quando tinha apenas 14 anos. Ele foi seu primeiro namorado e era quatro anos mais velho. Como os pais eram contra o relacionamento, ela fugiu de casa para casar. Após cinco anos de matrimônio decidiu engravidar.
Preferi esperar porque não queria ser mãe tão nova, confessou Keila, do alto dos seus 19 anos. Sem completar os estudos, ela não pretende finalizar nem o primeiro grau. Restaurada a relação com a família, ela se diz feliz e tudo o que quer é seguir em frente, com o marido e a filha.
Realidade diferente é a de Adriana Ferreira Soares, que mora no Jardim Morumbi (Zona Leste). Aos 18 anos, ela está grávida de seis meses de um menino que não foi planejado. Com a descoberta, veio o susto que hoje se transformou em felicidade.
Não casei, mas moro com o pai, na casa da mãe dele, contou Adriana, que terminou os estudos apesar da gravidez. O namorado, um ano mais velho, abandonou a escola para se dedicar a dois empregos. Com o apoio da família, o casal pretende construir uma vida junto.
Eu não queria, mas também não me preveni. Foi numa troca de remédio que aconteceu a gravidez. Apesar de tudo, não acho que ter filho tão cedo é um erro, opinou Adriana, que se diz tranqüila. Fiquei surpresa, mas sempre quis ter meu bebê. Gosto de criança.(M.G.)





