Maiores cidades devem gastar R$ 2,6 bi
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sexta-feira, 31 de agosto de 2001
Israel Reinstein<BR>De Curitiba 
A previsão de arrecadação da Prefeitura de Curitiba para o próximo ano é considerada ''irreal'' pelos vereadores da oposição. Segundo a prefeitura, o município deve ter um incremento no orçamento de mais de 5% na receita, em função da revisão imobiliária a ser adotada em 2002.
A previsão de recursos estipuladas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) é que o Executivo arrecade mais de R$ 1,6 bilhão (R$ 1.616.792.000,00), quantia superior aos R$ 1,537 bilhão deste ano. Mas o vereador petista Tadeu Veneri diz que nos últimos anos o município tem arrecado em torno de 10% a 15% menos do que o previsto na LDO. A lei já foi aprovada pelo plenário da Câmara, em junho passado.
Pelos dados repassados pela assessoria de imprensa da prefeitura, com a arrecadação de mais de R$ 1,6 bilhão, o município poderá ter um superávit primário (que seria saldo positivo entre receita e despesas, sem contar os gastos com pagamento de juros e financiamentos internacionais) de cerca de R$ 27.153.775,00. Dessa maneira, o governo municipal se enquadraria dentro do que determina a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Para o vereador Tadeu Veneri, a prefeitura terá que fazer remanejamentos na receita ou cancelar algumas obras, já que será difícil alcançar a meta de R$ 1,616 bilhão. No entanto, Veneri afirmou que a prefeitura vem obedecendo a legislação ao aplicar percentuais certos para educação (25% do orçamento) e saúde (15%). ''Mas por não existir conselho na educação, não se sabe os gastos estão sendo os corretos'', critica.


