Maior remanescente de Mata Atlântica do Sul
Foz do Iguaçu - As Cataratas são o grande atrativo do Parque Nacional do Iguaçu, mas não o único. A unidade de conservação, mantida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (IMCBio), do governo federal, detém o maior remanescente de Mata Atlântica do Sul do País. São mais de 185 mil hectares de área protegida. Segundo o chefe do parque, Jorge Pegoraro, apenas 3% dessa área são destinados à visitação e explorados pelas seis concessionárias que operam serviços turísticos no espaço desde 2000. A Cataratas do Iguaçu S/A é a empresa responsável por toda a infraestrutura e o esquema de logística de visitas às Cataratas. Também são explorados por concessionárias atrações como o Macuco Safari, passeio de aventura que percorre dois quilômetros da mata em veículo elétrico até as quedas; arvorismo e rapel; voo panorâmico de helicóptero; rafting pelo Rio Iguaçu, que corta o parque; e o hotel localizado às margens das Cataratas.
As outras atividades, como a fiscalização, ações voltadas à educação ambiental, pesquisa e plano de manejo, são feitas pelo ICMbio. "Além do monitoramento dos serviços prestados pelas concessionárias", aponta Jorge Pegoraro. O parque nacional é autossustentável, segundo ele. "Em 2103 o parque arrecadou R$ 18 milhões à parte dos serviços turísticos concessionados", revela. A verba anual de custeio da estrutura da unidade de conservação, segundo ele, é de R$ 3 milhões. A administração é do ICMBio, órgão federal responsável pela gestão das Unidades de Conservação do Brasil. O Parque Nacional do Iguaçu foi criado por decreto-lei (nº 1.035) pelo então presidente Getúlio Vargas, em 1939. Foi o segundo do País. O pioneiro é o Parque Nacional do Itatiaia, localizado entre as serras dos municípios de Itatiaia e Resende, no Rio de Janeiro. (D.P.)





