Curitiba O Hospital Universitário Cajuru, responsável por 51% dos atendimentos a traumas de Curitiba e Região Metropolitana, ficará com o pronto-socorro fechado no domingo. É que neste dia vão ser realizadas reformas no hospital, desde a rede elétrica e de gases até a parte hidráulica. Todas as viaturas do Siate e do Sistema de Atendimento Móvel à Urgências (Samu) já foram orientadas a não levarem novos casos complexos para a unidade médica das 12 horas de hoje às 7 horas de segunda-feira.
Uma ambulância será colocada em frente ao hospital para encaminhar os pacientes desavisados para outros estabelecimentos (Trabalhador, Universitário Evangélico, Santa Casa de Misericórdia, São Vicente e postos de saúde 24 horas). ''Nenhum paciente será prejudicado'', garantiu a diretora geral do Cajuru, Maria Júlia Trevizan. A paralisação está sendo planejada desde 2003, quando começaram as obras de ampliação das salas cirúrgicas e da Unidade de Terapia Intensiva (UTI). ''Sabíamos que teríamos que fazer a melhoria do sistema elétrico e fizemos agora, de forma planejada, para ninguém ficar prejudicado'', analisou.
Aos domingos, cerca de 700 pacientes são atendidos no pronto-socorro. Os pacientes internados também não serão prejudicados. Os que estavam na UTI foram removidos para nova ala, já adaptada e com geradores de energia. Os demais terão atendimento normal. Ao todo, o hospital tem 330 leitos e no domingo terá 270 pacientes internados. ''Não estamos mais fazendo novos internamentos. Apenas na segunda-feira retornaremos o atendimento normal'', pontuou a diretora.
As obras de ampliação da unidade vão seguir durante todo o ano. Atualmente, o hospital tem seis salas cirúrgicas e capacidade para 1,2 mil cirurgias por mês. Com a ampliação, serão 10 salas e capacidade para 1,5 mil cirurgias. Nove semi-leitos de UTI estão sendo montados com recursos do governo federal (cerca de R$ 500 mil). O Cajuru está investindo outros R$ 2 milhões com recursos próprios.
Esquema O fechamento do pronto-socorro do Hospital Cajuru fez com que a Secretaria Municipal da Saúde montasse esquema especial de atendimento. Parte dos pacientes que necessitarem de assistência ou internamento será encaminhada para a Santa Casa e outra para o Hospital São Vicente. O suporte hospitalar também será feito pelas cinco unidades de saúde 24 horas e as ambulâncias do Siate e do Samu, que podem ser acionadas pelo 192. Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, esses serviços terão suas equipes médicas e de enfermagem reforçadas. O fluxo de atendimento será feito integralmente pela Central de Leitos do município.

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