Ana Cristina Piaie de Oliveira Paula conheceu a maioria das dietas que está no mercado e já esteve pelo menos oito vezes num spa tentando perder peso. Num desses regimes, chegou a emagrecer 60 quilos. Mas o peso sempre voltava à medida em que a disposição para prosseguir com a dieta diminuía. ‘‘Na verdade nunca fui magra. Pesava em média 80 quilos para 1,79 de altura. Depois que meu filho nasceu, no entanto, há oito anos, ganhei mais 90 quilos’’, explica.
Casada, formada em direito e mãe de um garoto de 8 anos, Ana Cristina aponta que, além dos riscos para a saúde, o principal problema provocado pela obesidade é o preconceito. ‘‘As pessoas olham para gente de maneira diferente’’, afirma. Sair à rua, passar numa roleta de ônibus ou mesmo levar o filho para a escola sempre foram situações constrangedoras. ‘‘Deixo o meu filho na porta da escola e nem desço do carro. As crianças comentam e ele fica chateado’’, lamenta.
Para ela, a cirurgia de hoje é a chance de parar definitivamente de continuar brigando com a balança e também de melhorar a qualidade de vida. Estímulos não faltam: ela conta que foi para São Paulo e conheceu outras pessoas com o mesmo problema. ‘‘Vi que era a solução. Teve uma pessoa que pesava 240 quilos e hoje está com 70. Outras, que ainda vão fazer a cirurgia, e que nem conseguem andar. Fiquei impressionada’’, lembra.
Ana Cristina espera que em um ano possa esteja pesando por volta de 90 quilos. Depois, quer retomar projetos, como voltar a estudar e trabalhar na área do Direito. ‘‘A expectativa é mudar completamente de vida. Voltar a ser o que eu era.’

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