A contaminação é o maior risco oferecido pelos depósitos irregulares de lixo hospitalar. Segundo a chefe da Vigilância Sanitária de Sarandi, Eliane Luiza Carolenski, se os resíduos estiverem contaminados por doenças, podem infectar pessoas e animais que entrem em contato com os materiais.
A maior preocupação da prefeitura é com relação a catadores que trabalham no lixão do município. Anteontem, a administração da cidade oficializou uma associação que deve incluir 28 trabalhadores cadastrados no lixão. Eles vão recolher o lixo de casa em casa para vender, sem precisar fazer a garimpagem no aterro. Duas outras associações, que congregam pelo menos 25 catadores, já funcionam em Sarandi.
Outro risco dos depósitos irregulares de resíduos sólidos da área da saúde é a poluição ambiental. Conforme explicou Eliane, lixo radioativo proveniente de aparelhos de raio-X e amálgama de dentista, entre outros exemplos, são resíduos que o meio ambiente não consegue reciclar. ''A contaminação é irreversível'', disse. (C.A.)

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