Maior incidência é entre mulheres jovens
A Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP), conforme a especialista Cyanna Ravetti, é uma doença fatal, caracterizada pela pressão arterial elevada nos pulmões. A doença afeta pessoas de todas as idades e origens étnicas, com maior incidência entre mulheres jovens. Os principais sintomas confundem-se com os de doenças como a asma. Através da medicação, pacientes costumam apresentar melhor qualidade de vida e recuperação do condicionamento físico, além de maior sobrevida.
A arquiteta Érica Nishimura, 43, de Londrina, apresentou os primeiros sintomas da HAP em 2004, mas só foi diagnósticada em 2006, depois de passar dois anos sendo tratada como portadora de bronquite asmática. Desde então, enfrenta uma luta constante, que envolveu até mesmo uma ação judicial, para conseguir acesso ao tratamento. ''O SUS oferece, mas não é fácil conseguir, porque os exames para confirmar o diagnóstico são caros e demorados'', explicou ela, que atualmente preside a Associação Paranaense de Pacientes com Hipertensão Arterial Pulmonar. ''Nossa briga atual é inlcuir o Bosentana no protocolo do SUS'', acrescentou.
Profissional de arquitetura e mãe de uma adolescente de 15 anos, Érica conta que, graças aos medicamentos, leva uma vida normal. ''Sei que a doença é progressiva, mas busco qualidade de vida. Outra necessidade dos pacientes é um acompanhamento multidisciplinar, com nutricionista e psicólogo, entre outros profissionais.''
Para ela, os cuidados com os portadores da doença são extremamente importantes para mantê-los vivos até que surjam novas tecnologias para lidar com a patologia. ''Os avanços científicos na área são grandes. É a nossa esperança de vida.'' (C.A.)





