O trabalho para reinserir os moradores em situação de rua ao mercado de trabalho é complexo e feito em várias etapas. O Centro de Referência Especializado em Assistência Social 1(Creas 1), conhecido também como Sinal Verde, realiza a abordagem de rua por intermédio de educadores sociais, tendo como proposta a construção de vínculo com essas pessoas.
Dentro dessa proposta são realizados abordagens, acolhimento, convivência e socialização para que essas pessoas possam organizar a vida e voltar a traçar projetos. O resgate de referências familiares e da comunidade também é enfatizado.
Segundo a psicóloga Lucinéia Maria Ribeiro, da Secretaria de Assistência Social, é difícil afirmar quantos moradores em situação de rua existem em Londrina, mas acredita que há uma média é de 300. Desse total, 38 recebem R$ 100 pelo Bolsa Auxílio Morador de Rua, que são complementados com R$ 70 do Bolsa Família e com R$ 65 de cupom mensal para a alimentação.
Lucinéia afirma que o maior entrave para a reinserção desses moradores é o uso de psicoativos por 90% dessa população. Segundo ela, 80% das pessoas que deixam de consumir essas substâncias têm uma recaída. Ela explicou que a desintoxicação é apenas o primeiro passo e que muitos pacientes abandonam as terapias de grupo e o acompanhamento por um médico e um psicólogo quando se sentem melhores. Porém, voltam a consumir as drogas e o álcool quando colocados em situação de ansiedade.
Entre as colocações que os ex-moradores de rua conquistam depois de passar por um tratamento completo estão a de serviços gerais e de auxiliar de pedreiro. Além de ajudar na procura de emprego, o Creas encaminha os moradores para realizar cursos profissionalizantes. (V.O.)

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