Maior concentração acontece em épocas mais frias
Milton Yamamura, professor de parasitologia veterinária da Universidade Estadual de Londrina (UEL) disse que existem espécies específicas de carrapatos para cada animal e que nessa época mais fria há uma maior concentração. ''O carrapato tem um ciclo de vida fora e outro dentro do animal'', observou. ''Fora do animal há as fases de ovo e larva. Os micuins são a fase de larva do carrapato encontrado em cavalos e que também podem atacar o homem.''
O professor explica que as larvas vivem no capim à espera dos animais e se o homem passar pelo local vai ser atacado. Segundo ele, além de chupar o sangue eles podem transmitir agentes que podem causar doença ao homem ou aos animais. ''Porém, o problema mais sério é a irritação provocada pela picada do carrapato.''
Algumas dicas para minimizar o problema é roçar as gramíneas, evitar que os animais fiquem soltos e fazer o controle do carrapato nos animais, inclusive com a aplicação de remédios. Yamamura disse que o Hospital Veterinário tem o ''Projeto carroceiro'', que atende pessoas que comprovem sua carência e uso do animal para trabalho. Nesses caso o atendimento é gratuito, o que pode ajudar no controle do carrapato.
No caso das pessoas, deve-se ferver as roupas usadas e aplicar anti-histamínicos (pomadas) no local das picadas. Para a remoção da larva, Yamamura recomenda o uso de pinça. É preciso cuidado para verificar se não restou nenhuma parte do carrapato.





