Maior bigode do Brasil pode estar no Paraná
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segunda-feira, 08 de março de 2010
Luciano Barros<BR>Especial para a FOLHA 
Assis Chateaubriand - Aos 67 anos, o cabeleireiro Natalino Martielo Peixoto afirma possuir o maior bigode do Brasil, com 90 centímetros de ponta a ponta. Residente em Assis Chateaubriand (Oeste), o paulista de Presidente Bernardes cultiva o bigode há 35 anos e quer entrar para o Guinness Book.
''Na década de 1990 participei de um programa de televisão e desde então me tornei imbatível no Brasil. Só falta agora registrar o recorde oficialmente'', afirma.
Seu bigode já foi maior e atingiu, 15 anos atrás, um metro e oito centímetros. Mas, com o passar dos anos, os pêlos maiores quebraram e caíram. Ainda que chame a atenção de muita gente pela característica inusitada, seu bigode é quatro vezes menor do que o do maior do mundo, um indiano que possui incríveis quatro metros de comprimento.
Peixoto amarra as duas extremidades atrás da nuca para poder trabalhar sem que a ornamentação encoste-se à clientela, o que faz com que ele tenha uma certa semelhança a Dom Pedro I.
''Tudo começou com uma brincadeira com um amigo da cidade de Floresta, perto de Maringá, que possuía um bigode invocado, daqueles que fazem curva como uma espécie de caracol nas extremidades. Ele apostou comigo que eu não manteria um bigode maior do que o dele. Anos depois, retornei a Floresta e meu bigode já tinha 72 centímetros. Ele pagou a aposta raspando o dele'', lembra. ''Essa virou minha principal característica, meu marketing pessoal'', declara.
Peixoto é uma espécie de marca registrada de Assis. Livros de história da cidade têm nele uma das suas principais atrações turísticas. Ele trabalha sozinho há 43 anos em seu salão localizado no centro da cidade.
Bigode, como é mais conhecido, corta cabelos e barbas há 43 anos. Casado e pai de quatro filhos, seu outro apelido é Papai Noel. Todos os anos, atua como voluntário da Pastoral da Criança na distribuição de presentes para crianças carentes da periferia do município.
Não há segredo na manutenção de seu ornamento. Ele aplica apenas um creme amaciante à base de produtos naturais antes de começar a lida no salão. Garante também que a esposa Iracema Peixoto não tem queixas, muito pelo contrário. ''Se eu raspar, ela vai estranhar'', brinca. ''Vou manter sem cortar pelo resto da vida'', promete. ''Se cortar, terei de mudar a placa do salão.''
Seus clientes também dizem que não aceitariam ver Peixoto de outra forma. O pedreiro Pedro Lucio Rodrigues é frequentador habitual do salão. ''Ele é caprichoso no serviço, é difícil encontrar um dia que não tenha fila de clientes no salão'', destaca.


