Até o final da tarde de ontem, 17 pessoas apresentaram sintomas de intoxicação alimentar, sendo que 14 ainda estão internadas na Santa Casa de Misericórdia de Cornélio Procópio, com vômito, febre e diarréia. Segundo a Vigilância Sanitária, a causa da intoxicação veio da ingestão de cachorro-quente preparado por um vendedor ambulante, cujo nome ainda não foi divulgado.
‘‘O produto mais indicado para a contaminação é a maionese caseira, em função do ovo ou do próprio manipulador, que podem ser os portadores da salmonela (bactéria infecciosa)’’, explicou o coordenador da Vigilância Sanitária de Cornélio Procópio, Yassuo Curiaki.
Segundo ele, a salmonela se multiplica rapidamente se não houver refrigeração adequada para os produtos. ‘‘Como é o caso da maioria dos vendedores de lanches volantes’’, afirmou. A vigilância está promovendo um curso de manipulação de alimentos no qual proíbe o uso de maionese caseira.
Cornélio Procópio conta hoje com 25 carrinhos de cachorro-quente. Há tempos, a prefeitura está tentando estabelecer os carrinhos em um local fixo para que haja um controle eficaz. ‘‘Tomamos a decisão de controlar a sanidade, oferecendo um local adequado, com sanitários, iluminação’’, explicou Curiaki.
Porém, ele disse que a idéia não está sendo bem aceita pelos ambulantes que já pediram ajuda à Câmara de Vereadores. Na semana passada, o prefeito José Antônio Otoni da Fonseca (PMDB), determinou um prazo até sexta-feira para que os ambulantes, comerciantes de alimentos já estabelecidos e vereadores apresentem outra solução. ‘‘Não queremos deixar ninguém sem trabalho, como alegam, só que esta situação não pode continuar descontrolada assim’’, disse o prefeito. Segundo ele, a preocupação já existia bem antes da intoxicação.

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