O médico Hélnio Nogueira, diretor do Centro de Vida Saudável do Hospital do Pênfigo, de Campo Grande (MS), esteve na última sexta-feira em Londrina. Ele proferiu palestra em que que discutiu o livro ‘Viva mais Leve’, escrito por ele, e forneceu dados sobre uma pesquisa que vem sendo desenvolvida há 25 anos pela Universidade Loma Linda, localizada no Estado da Califórnia (EUA).
Segundo ele, nesses 25 anos, os hábitos alimentares de 33 mil adventistas da região sul daquele Estado foram pesquisados por cientistas da universidade. A pesquisa concluiu que os magros vivem em média de três a quatro anos mais que os que possuem excesso de peso, informa o médico.
Outro dado da pesquisa revelou que os adventistas que comiam frutas e verduras regularmente viveram entre três e quatro anos a mais. ‘‘Já os que faziam exercícios físicos com frequência viveram entre quatro e cinco anos a mais’’, acrescenta Hélnio Nogueira.
‘‘Agora, entre os magros, os que comiam verdura e frutas e faziam exercícios regularmente, viviam de 10 a 12 anos mais do que todos os outros que não tinham essas características, conforme diagnosticou a pesquisa.’’
Os adventistas que preferiam o pão integral ao pão branco apresentaram 40% menos chance de sofrerem um enfarte. Entre os adventistas que tinham o costume de comer nozes, castanhas, amendoim, a probabilidade de sofrerem um enfarte era 50% menor que os demais.
Os que comiam carne três vezes por semana tinham 80% de chance de ter câncer no intestino grosso. Mas a pesquisa apontou um dado consolador: se os carnívoros comessem feijão três vezes por semana esse risco desapareceria.
‘‘Isso quer dizer que o feijão é bom para a saúde’’, lembra o médico Hélnio Nogueira.

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