Curitiba - No próximo dia 25 completa um ano da prisão de Vera Petrovitch, 53 anos, e seu filho Pero Petrovitch, 19, suspeitos de envolvimento na morte da menina Giovanna dos Reis Costa, 9, encontrada em Quatro Barras (Região Metropolitana de Curitiba), em abril de 2006. A polícia acreditava, na época, que a menina teria sido vítima de um ritual de magia negra. A morte de uma funcionária de uma rede de restaurantes de comida árabe, também em Quatro Barras, trouxe novamente a suspeita do uso de magia negra em um assassinato.
Marta Munhoz da Silva, 32, foi encontrada morta, na noite de sábado para domingo, próximo à BR-116, no km 73, também em Quatro Barras. As circunstâncias levam a polícia a levantar pelo menos a suspeita de que tenha acontecido um ritual. Segundo a polícia, ela já estaria desaparecida há cinco dias.
De acordo com o superintendente da delegacia de Quatro Barras, Jurandir Antonio Mulizini, o corpo estaria com o peito aberto, rosto desfigurado, com frutas, velas e bebidas ao seu redor. ''Há suspeitas de que houve ritual de magia negra. Sabemos que o corpo foi cortado, mas ainda temos que aguardar o laudo de necropsia para sabermos o motivo da morte efetivamente'', explicou o policial.
Segundo o Instituto Médico Legal (IML), o corpo estava em fase de decomposição. O laudo deve ficar pronto nos próximos dias. A polícia informou que o marido dela, Joel Teodoro da Silva, já foi depor na delegacia. Além dele, o motorista do ônibus que a moça teria usado na noite do dia 25 de abril para retornar no trabalho também foi ouvido.
''Ela trabalhava num restaurante árabe no bairro Bacacheri. Por volta da meia-noite estava voltando para casa, em Colombo (RMC), mas foi levada antes de chegar em casa'', contou Mulizini. O policial também informou que os funcionários do restaurante devem começar a ser ouvidos. A polícia ainda não descartou a hipótese dos dois crimes terem ligação.

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