Mães reclamam do Centrinho
Dorico da SilvaRodrigo Garcia com as mães de crianças atendidas pela entidade

Lino Ramos
De Londrina

Mães de alunos do Centro de Atendimento Especializado aos Portadores de Lesões Labiopalatais de Londrina (Centrinho) acusam a entidade de não oferecer condições para receber os pacientes.
O Centrinho é mantido pela Associação dos Fissurados de Londrina (Afilon), que alega dificuldades financeiras em razão de problemas com o Tribunal de Contas e Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Os problemas tiveram origem na administração anterior.
De acordo com as mães, falta higiene, alimentação adequada, atendimento odontológico e fonoaudiológico. Adenilda Lima de Moraes, 27 anos, disse que ontem chegou de Assaí por volta do meio-dia trazendo a filha Patrícia de Moraes e não havia lanche para a criança.
Sabrina de Almeida Vieira, 21 anos, mãe de André Luis, de três anos, estava revoltada: ‘‘Eu acho que esse não é um local adequado para as crianças. Não tem merenda ou um bebedouro com água potável. Também falta colaboração e respeito’’. Segundo ela é comum discussões entre funcionários e diretores da Afilon na frente das crianças.
Keola Patrícia Cordeiro dos Santos, 21 anos, reforçou as acusações. ‘‘Falta limpeza, isso nem parece com uma clínica. Por causa de uma discussão meu filho ficou com medo e se a situação continuar não venho mais’’, disse.
O gerente-financeiro da Afilon, Rodrigo Garcia, afirmou que os recursos da prefeitura e da Secretaria Estadual de Educação estão bloqueados porque o Centrinho não conseguiu a certidão negativa do INSS e há pendências com o Tribunal de Contas.
Segundo ele, não há quem faça a merenda das crianças porque os funcionários estão sem vale-transporte. Os setores de limpeza e odontologia também estão parados. E uma das quatro fonoaudiólogas está em licença-maternidade. O Centrinho possui 23 funcionários e atende uma média de 480 pacientes.

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