Mães reclamam de transporte especial
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segunda-feira, 02 de agosto de 2004
Camilla Rigi<BR>Reportagem Local 
Alguns alunos portadores de necessidades especiais de Londrina estão há uma semana com dificuldades para chegar às escolas. A dona-de-casa Maria Aparecida Alves de Souza é uma das que reclamam da situação. Segundo ela, o filho Mateus, de sete anos, que possui deficiência auditiva e estuda no Instituto Londrinense de Educação para Crianças Excepcionais (Ilece), na Área Central, não tem mais transporte especial para chegar à escola. Aparecida mora no Jardim União da Vitória V, na Zona Sul.
''As aulas começaram no último dia 21 de julho e ele só foi três vezes'', contou Aparecida. Ela disse que o serviço era prestado pela empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), que repassou a responsabilidade para a Francovig, que atua na Zona Sul. ''Eu liguei nas duas empresas e uma joga a bola para a outra'', reclamou.
Aparecida justificou que não pode levar o filho, pois tem um bebê de um mês e teria que ficar a manhã toda no centro à espera de Mateus. Um das assistente sociais do Ilece confirmou que alguns alunos faltaram nestas semanas, mas ela acredita que é só um período de transição.
A doméstica Lucinete Rodrigues, 39 anos, enfrenta a mesma dificuldade para que o filho de 18 anos também frequente o Ilece. Segundo ela, depois que a Francovic assumiu, o ônibus passa a cada dia em um horário diferente. ''Eu nunca sei que horas ele vai passar perto de casa, nem para pegar os alunos nem para deixá-los'', contou. ''Se eles iam fazer essa bagunça, que deixassem o outro ônibus (TCGL) até organizarem tudo'', reclamou.
Segundo o coordenador de tranportes e terminais da Companhia Municipal de Trânsito Urbanização (CMTU), Wilson Santos Jesus, há um mês houve uma reunião com representantes das duas empresas que atuam no transporte coletivo para ampliar o atendimento às pessoas com necessidades especiais. ''Antes somente as zona Norte e Sul tinham este serviço, agora vamos atender a região Leste e Oeste também. Mas as rotas ainda estão sendo definidas'', disse Jesus. Ele acredita que até amanhã tudo já estará normalizado.
Para atender toda a cidade a TCGL, que cedia três ônibus, agora vai disponibilizar um outro veículo. De acordo com a assessoria de imprensa da empresa, o atendimento a excepcionais não está na licitação, mas a empresa assumiu a causa há um ano e agora só espera a definição das rotas pela CMTU para atuar normalmente. Hoje, cerca de 150 crianças de Londrina precisam de transporte especial, segundo Jesus.
Já assessoria de imprensa da Francogiv informou que a empresa prestava o serviço com uma van e com um ônibus. Mas, recentemente a CMTU teria exigido a presença de um monitor, que não constava em contrato. Para não interromper o transporte, a Francovig teria contratado um profissional por um mês até que a CMTU encaminhe um funcionário próprio para fazer o serviço, informou a assessoria. (Colaborou Telma Elorza)


