Mães de alunos da Escola Estadual Roseli Piotto Roehrig, no Conjunto José Giordano (Zona Norte de Londrina), estão revoltadas. Ontem elas se reuniram em frente ao colégio para reclamar da falta de aulas que seus filhos estão enfrentando em várias disciplinas. Segundo as mães, os estudantes estão sendo deixados do lado de fora do colégio quando não há atividades.
''Tirei meu neto de um colégio bom que ficava muito longe de casa, achando que ia ser melhor para ele, agora chego aqui e não tem professor. Estou com medo que ele reprove, porque tem dia que só tem duas, três aulas'', disse a aposentada Alzira Bueno da Silva, 68 anos, avó de um aluno de 13 anos. ''A gente até admite que faltem professores, mas o pior é os meninos ficarem aqui fora. Parece que, como tem muita briga entre os alunos, eles querem se livrar da responsabilidade'', apontou a dona de casa Luciene Oliveira, 27, que tem um irmão adolescente matriculado no colégio.
O problema da violência entre alunos também foi ressaltado pela dona de casa Clarice Eufrazio Rodrigues, 50. De acordo com ela, as crianças estão expostas a perigo além dos portões da escola. ''Acho que, mesmo não tendo aula, eles têm que ficar lá dentro'', defendeu. Outra avó de alunos, Marina dos Santos, 55, amenizou o problema, dizendo que somente anteontem houve atraso na abertura dos portões. Ela admitiu, entretanto, a falta de professores. ''O problema começou ontem (segunda-feira). Nos outros dias, eles estão tendo três, quatro aulas.'' Alunos que não quiseram se identificar contaram que os professores estão sobrecarregados e não dão conta de substituir os ausentes.
O diretor da escola, Paulo de Albuquerque Cavalcanti, garantiu que o quadro de professores está completo desde fevereiro. Segundo ele, o único problema ocorreu nesta semana, quando alguns professores tiveram que se deslocar ao Colégio Estadual Maria do Rosário Castaldi atendendo ao chamado do Núcleo Regional de Educação (NRE). ''Sempre que há aula vaga, um professor 'sobe' aula ou então promovemos outras atividades. Jamais dispensamos alunos.''
Cavalcanti frisou que os pais têm de estar atentos ao horário em que os filhos chegam ao colégio, porque atrasos não são tolerados. ''Chegou atrasado, não entra. A escola não pode se responsabilizar pelo aluno do portão para fora'', alegou.

mockup