Um abaixo-assinado, ontem, no calçadão de Londrina, marcou o lançamento na cidade da campanha ''Licença-maternidade 6 meses é melhor!''. O objetivo é pressionar senadores e deputados para que o projeto de lei que estende a licença-maternidade de quatro para seis meses seja aprovado. O projeto de lei tramita na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa no Senado.
A campanha, de ordem nacional, é liderada pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e em Londrina tem apoio de entidades locais, como o Instituto de Pesquisa, Educação e Serviços (Ipes).
Para o presidente do Ipes, Rene Mortari, toda sociedade será beneficiada com a aprovação da lei. ''A criança precisa muito da mãe nesse período e do aleitamento materno. A criança cresce com mais carinho, que ninguém substitui'', argumentou.
Ontem, a educadora Cristiane dos Santos Silva, de 24 anos, assinou o documento e aprovou a campanha: ''Com certeza é muito melhor a licença-maternidade de seis meses, o período em que o bebê mais precisa da mãe é nos primeiros meses, e nada melhor do que ela se dedicar ao filho''.
A campanha prossegue em Londrina até o final do ano com a distribuição de panfletos e a coleta de mais assinaturas em escolas, universidades e empresas. ''Queremos mostrar que a população apóia o projeto e quanto mais assinaturas melhor'', disse Mortari.
No final do ano passado, uma cidade no interior do Ceará, Beberibe, foi a primeira no Brasil a ampliar a licença-maternidade de quatro para seis meses das servidoras municipais. O município conseguiu aprovar o benefício porque tem previdência própria, e é o tesouro municipal que arca com as despesas.

mockup