Mães doadoras e receptoras do Banco de Leite Materno do Hospital Universitário (HU) de Londrina tiveram a oportunidade de se conhecer durante um encontro ocorrido anteontem. A confraternização foi uma oportunidade para a apresentação das mães que doam e as que utilizam o leite. Grande parte dos bebês beneficiados são alérgicos ou prematuros. O banco de leite tem 10 anos de funcionamento e distribui uma média de 240 litros/mês, colhidos de 140 doadoras, e atende cerca de 90 crianças.
‘‘A quantidade distribuída por mês está no limite porque a procura é grande. Tem criança que precisa de 1,5 litros/dia’’, explicou a coordenadora do banco de leite, Marcia Maria Benevenuto de Oliveira. Segundo ela, até novembro deste ano, o HU estará inaugurando um novo banco de leite.
A garota Rafaela de Souza, de cinco meses, é frequentadora assídua do banco de leite. Ela é alérgica a qualquer outro tipo de leite e precisa de 45 litros por mês para manter o peso ideal, devido a complicações na saúde. ‘‘Não tive quantidade suficiente de leite para ela e, se não fossem as mães doadoras, Rafaela não estaria sadia’’, disse a dona de casa Rosa Marlene de Souza, 38 anos.
DoadoraSheila de Oliveira amamenta seus filhos gêmeos e ainda faz doaçãoA advogada Cláudia Regina Bonalumi de Moura, 32 anos, não mediu para agradecer as mães doadoras. Ela mora em Paranavaí e há 10 meses ocupa leite do banco. O seu filho também é alérgico. ‘‘Eu tive um stress muito forte quando ganhei o Lucca e por falta de orientação e recursos do próprio hospital, onde fiz o parto, só consegui amamentar por 15 dias’’, explicou. Para conseguir o leite, Cláudia vem semanalmente a Londrina.
Se para algumas mães, o leite falta, para outras sobra. É o caso da cozinheira Sheila Rodrigues de Oliveira, 23 anos. Há um mês, ela teve gêmeos e além de amamentar os dois, ainda doa para o Banco. ‘‘Eu sei o quanto o leite materno é importante para as crianças e tenho de sobra’’, comentou. Sobra mesmo, tem a vendedora Neuza Mendes, 31 anos que há seis meses doa leite. ‘‘Eu tenho muito leite. Tiro quatro vezes ao dia, ao todo uma média de 300 ml’’, afirmou. Neuza mora no Jardim Parati e uma vez por semana funcionários do banco de Leite buscam na sua casa. Todo leite retirado é congelado pelas mães é congelado até que chegue ao Banco.ReceptorCláudia de Moura vem com o filho, de Paranavaí, em busca do leiteLuciane Tonon

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