Mães que denunciaram médica querem criar uma associação
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 10 de agosto de 2001
Gilmar Agassi<BR>De Cascavel 
As mulheres que acusam a médica Sônia Amorim de cometer erros durante a realização de partos prometem, para os próximos dias, a criação de uma associação com o objetivo de pressionar a Justiça a condenar a ginecologista e obstetra que atua em Cascavel. A médica, que foi demitida da Secretaria Municipal de Saúde devido às denúncias de negligência, será ouvida na 2 Vara Cível no dia 24 de agosto.
A expectativa das mulheres que estão organizando o movimento é conseguir a adesão de pelo menos 20 pessoas que foram atendidas pela médica nos últimos anos. Para a dona de casa Mary Celma Wienski Gomes, a associação poderá acompanhar de forma mais ampla as denúncias que estão sendo apuradas pelo Ministério Público. ''Eu acredito que, com essa associação, teremos mais força para lutar por justiça'', afirma.
Mary Gomes conta que há 12 anos, a médica Sônia Amorim foi responsável pelo parto de seu filho José Henrique. As complicações originadas no parto deixaram sequelas na criança que sofreu uma paralisia cerebral e hoje necessita de cuidados especiais.
A dona de casa completa que o caso foi julgado pelo Conselho Regional de Medicina (CRM), em 6 de abril de 1998, que condenou a médica com base no Artigo 29 do Conselho de Ética que diz ser ''vetado ao médico praticar atos danosos ao paciente que possam ser caracterizados como imperícia e imprudência ou negligência''. Sônia Amorim recorreu ao Conselho Federal de Medicina que manteve a punição. O promotor Marcelo Correa começou a ouvir profissionais que trabalharam junto com Sônia Amorim.


