A luta das mães de crianças portadoras de necessidades especiais pela reabertura do Centro Educacional Renascer (CER), que funcionava em Cambé (13 km a oeste de Londrina), ganhou ontem o apoio do Arcebispo de Londrina Dom Albano Cavallin. Em uma reunião que aconteceu no Centro de Pastoral, um grupo de mães foi pedir a Dom Albano que interceda pela causa delas junto ao prefeito de Cambé José do Carmo (PTB). A escola, que atendia 65 crianças (70% portadoras de necessidades especiais), foi fechada no mês passado depois que a Secretaria Municipal de Educação parou de repassar os recursos do Fundef.
Dom Albano se comprometeu a buscar uma solução que possa atender a todos da melhor maneira possível. Ainda ontem o arcebispo fez um contato preliminar com o prefeito, mas não foi agendada nenhuma reunião.
Segundo a mãe de um dos alunos, Maria da Graça Stulzer, a escola desenvolveu um método próprio para suprir as necessidades das crianças. ‘‘Elas ficavam na escola o dia todo. No período da manhã elas participavam de atividades de socialização e à tarde de alfabetização.’’
O grupo de mães relatou a Dom Albano que quase todas já começaram a ter problemas porque as crianças estão se tornando violentas. Segundo coordenador do Centro de Direitos Humanos (CDH), Jorge Custódio, essa é a primeira de uma série de ações que serão feitas para envolver a comunidade e as autoridades na busca de uma solução.
‘‘As mães estão fazendo uma abaixo-assinado que já tem mais de duas mil assinaturas. Vamos procurar também os deputados estaduais e federais da região para que nos auxiliem’’, afirmou o coordenador do CDH, Segundo Custódio, eles tentaram uma reunião com o prefeito de Cambé, mas ainda não obtiveram resposta.
A chefe do Núcleo Regional de Ensino (NRE), Sandra do Amaral, explicou que a escola não estava com a documentação específica para poder atender crianças com necessidades especiais. Sandra disse ainda que os donos da CER já pediram a cessação, ou seja, o fim da vida regulamentar da escola.
Sandra afirmou que nenhuma criança que estudava no CER ficará sem atendimento. ‘‘Uma pedagoga e uma psicóloga vão avaliar as crianças e com certeza elas serão encaminhadas para a instituição onde melhor se adaptarão’’, garantiu a chefe do NRE.

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