A lei que torna obrigatório o teste da orelhinha ainda é desconhecida por muitas mães. Para contornar a falta de informação, foi realizado um treinamento nas unidades básicas de saúde para garantir a orientação sobre a importância do exame.
''Hoje também os pediatras respeitam muito e cobram das mães. Com essa ajuda e sensibilização, elas começaram a procurar bastante'', conta a fonoaudióloga Letícia Werner Fávaro.
Mas ainda existem mulheres que por descuido ou mesmo acomodação acabam arriscando a saúde dos filhos, não fazendo o teste. Este ano, segundo a Maternidade Municipal de Londrina, 63 mães não passaram pelo especialista.
''Nesse número se encaixam crianças que estavam no berçário ou passaram por algum procedimento. Nesse caso o teste não é feito. É pedido para que as mães retornem, mas mesmo assim algumas acabam não vindo'', revela a fonoaudióloga.
Camila Cristina Paulino não pensou duas vezes e levou o primogênito Vitor Hugo para testar a audição. ''Fiquei sabendo da importância do exame aqui mesmo no hospital. Sem a orientação dos profissionais daqui, não sei dizer se conheceria esse procedimento'', conta ela.
Já Simone Alves, que deu à luz seu terceiro filho, também batizado de Vitor Hugo, sabia da relevância do teste do ouvido. ''Minha médica me informou. É muito bom porque saímos daqui já sabendo se está tudo bem com nosso filho. O exame é rápido e tranquilo'', disse. (E.S.)

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