Domingo, 11 horas da manhã. É dia de visita na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) 2 e o cenário que durante a semana é preenchido pela solidão, se transforma com a movimentação de carros, mototaxistas e pedestres.
As visitas ocorrem aos finais de semana nos períodos da manhã e tarde, mas a demanda costuma ser maior no domingo. Em poucos minutos, é possível perceber que as mulheres são a maioria. Dá até para contar nas mãos o número de homens visitantes.

As senhas são distribuídas conforme a ordem de chegada e quem chega primeiro garante mais tempo de visita. É por isso que é comum encontrar mulheres que passam a noite em frente à PEL, na Zona Sul, e outras que encaram quilômetros de estrada durante a madrugada, na esperança de passar três horas e meia com o detento.

''Nunca deixo de vir. Acho importante dar esse apoio e acredito que ajuda bastante no psicológico dele. Trago notícias da família e aproveito para saber como ele está. Quando tem culto lá dentro, até participamos juntos'', diz uma mulher, que visita o marido há dois anos.

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