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Londrina

Cidades

m de leitura Atualizado em 10/01/2022, 16:08

Mães e avós relatam dificuldades por falta de creche na zona oeste de Londrina

Expectativa para a construção de uma unidade no jardim Santo André é alta para que as mulheres possam trabalhar

PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Micaela Orikasa - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

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Às margens da linha de trem entre a zona oeste e norte de Londrina, fica o jardim Santo André, onde as primeiras famílias começaram a se instalar há cerca de 10 anos. Das ruas do bairro é possível enxergar todo o residencial Vista Bela, onde muitos moradores buscam serviços essenciais, desde supermercados até farmácias e escolas.  

Imagem ilustrativa da imagem Mães e avós relatam dificuldades por falta de creche na zona oeste de Londrina Imagem ilustrativa da imagem Mães e avós relatam dificuldades por falta de creche na zona oeste de Londrina
|  Foto: Micaela Orikasa/Grupo Folha
 

Outras opções para os moradores do Santo André são os bairros mais próximos,  como os jardins Santiago, Maria Lúcia e Santa Rita. Mas nos últimos anos a preocupação maior tem sido a falta de creches e escolas. É o que contam as mães e avós que conversaram com a reportagem nesta segunda-feira (10).  

“Temos muitas crianças no bairro e falta todo o tipo de estrutura. Essa notícia de que vão construir uma creche é ótima. Vai melhorar bastante a vida de muitas famílias. Só espero que isso realmente saia do papel”, comenta Andreza Cristina V. Carioca. Ela tem três filhos e está grávida de três meses. “Cada filho meu estuda em uma escola. Um é no Maria Lucia, outro no Santa Rita e outro no Santiago. Eu não consegui vaga na mesma escola e é um desafio ter que levar cada um em um bairro. O mais longe, no Santiago, são 50 minutos de caminhada”, desabafa.  

A FOLHA foi repercutir no bairro a notícia de que a Prefeitura de Londrina irá construir uma creche no Santo André para atender 180 crianças, de zero a três anos, em período integral. Os recursos de R$ 3,3 milhões são resultado do encontro do prefeito Marcelo Belinati em Brasília com líderes do governo e outros representantes políticos, no final de 2021. Também foi anunciada a construção de uma creche no jardim José Giordano, na zona norte, e um Centro Especializado em Atendimento de Acidente Vascular Cerebral no Hospital Evangélico.  

Além dos recursos do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), há a previsão de contrapartida municipal, que somada à liberação anunciada deve alcançar R$ 5 milhões de investimentos na educação.  

LISTA DE ESPERA 

O município tem cerca de 800 a mil crianças à espera por uma vaga em creche. A estimativa é da secretaria municipal de Educação. “Essas novas creches vão ajudar a reduzir esse número. O planejamento é zerar a fila nos próximos anos com a ampliação dos atendimentos para crianças de zero a três anos”, afirma a secretária municipal de Educação, Maria Tereza Paschoal de Moraes. Nas duas localidades escolhidas há uma lista de espera de aproximadamente 500 crianças. 

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|  Foto: Micaela Orikasa/Grupo Folha
 

Com as novas unidades educacionais, a expectativa é que sejam criadas mais de 300 vagas para a educação infantil, sendo que, no Jardim Santo André deve ser erguida uma creche com maior capacidade. Já o Conjunto José Giordano deverá receber uma unidade educacional Proinfância Tipo 2, que têm capacidade para comportar mais de 90 crianças, de zero a três anos, também em período integral.  

A creche no Jardim Santo André, por ser maior, deve custar cerca de R$ 3 milhões. Já a unidade de educação infantil no Conjunto José Giordano poderá somar R$ 2 milhões. “Vamos solicitar à secretaria de Obras e Pavimentação que prepare os projetos para a implantação e construção. Isso é feito via contratação de escritórios de arquitetura e engenharia, o que deve ser realizado durante o ano de 2022, para que possamos licitar e iniciar as obras em 2023. A nossa previsão é que as aulas possam começar nessas duas unidades em 2024”, diz Moraes. 

MAIORIA NÃO CONSEGUE TRABALHAR

Ana Patrícia de Andrade, que cuida de três netos, conta que no ano passado não conseguiu vaga para o mais novo. “É só andar pelo bairro e ver o tanto de criança que precisa de escola. Se você conversar com as mulheres vai ver que a maioria não consegue trabalhar porque não tem com quem deixar os filhos ou netos”, afirma.  

Na casa ao lado, Luciana Batista Fabris também cuida de três netos. “Para minha filha conseguir trabalhar, eu tenho que cuidar das crianças porque ela também não conseguiu vaga em nenhum lugar no ano passado. É uma pena porque eles acabam ficando o dia inteiro em casa e não desenvolvem da mesma forma que é na escola. Criança em casa não aprende nada”, lamenta.  (Com N.Com)

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