A amamentação ainda não é uma unânimidade entre todas as mães, mas pelo menos entre as mulheres que dão à luz bebês prematuros ela está sendo adotada, e o que é melhor: por mais tempo. Pesquisa desenvolvida no Banco de Leite Humano do Hospital Universitário (HU) pela enfermeira Márcia Banevenuto de Oliveira, chefe do setor, mostra que os prematuros nascidos no hospital foram amamentados exclusivamente com leite materno, em média, por 63,5 dias um avanço em relação ao resultado de pesquisa anterior, que revelou uma média de 45 dias.
O estudo desenvolvido no HU mostrou também que as mães continuaram dando leite materno embora não exclusivamente em média, por mais de 180 dias, já no período pós-alta. O ideal, preconizado pela Organização Mundial da Saúde, é que o leite materno seja o alimento exclusivo da criança até os seis meses de idade.
A pesquisa de Márcia foi desenvolvida para sua dissertação de mestrado em Saúde Coletiva, defendida no último dia 2. A enfermeira acompanhou 278 prematuros nascidos no HU de maio de 2002 a abril de 2003. Enquanto internados, todos os bebês receberam leite materno, dos quais 31% o receberam exclusivamente (o restante, por orientação médica, recebeu também o chamado leite de fórmula).
O estudo revelou ainda que, no sexto mês de vida, mais da metade das crianças ainda recebia leite materno, embora apenas 6,8% exclusivamente. Foram pesquisadas ainda as dificuldades encontradas durante a amamentação, e constatou-se que, apesar delas, as mães não deixaram de amamentar. Para a pesquisadora, fatores como a implantação do Programa Saúde da Família (PSF), a orientação feita dentro do hospital, o incentivo de familiares e a própria vontade da mãe de amamentar têm contribuído para o crescimento no período de aleitamento.

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